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Não são mais os jogos: o dinheiro mudou de mãos nos celulares e uma única tecnologia é a responsável pela virada histórica em gastos globais

Usuário médio gasta cerca de 3,6 horas por dia em aplicativos e utiliza 34 ferramentas diferentes

21 jan 2026 - 16h52
(atualizado às 17h22)
Foto: Xataka

Pela primeira vez na história do mercado móvel, o entretenimento dos games perdeu o trono da arrecadação global. Segundo o relatório anual State of Mobile da Sensor Tower, os consumidores gastaram mais dinheiro em aplicativos de utilidades, produtividade e redes sociais do que em jogos durante o ano de 2025. O grande motor dessa mudança foi a ascensão meteórica da inteligência artificial generativa.

Enquanto os gastos com jogos estagnaram, crescendo apenas 1% em relação ao ano anterior, a receita de aplicativos fora dessa categoria saltou 21%, atingindo a marca de US$ 85,5 bilhões. Esse fenômeno marca uma transição profunda no comportamento do usuário: o smartphone deixou de ser prioritariamente um console de bolso para se tornar uma estação de trabalho e assistência pessoal.

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O fenômeno da IA generativa

O crescimento do setor de IA foi tão agressivo que as compras dentro desses aplicativos triplicaram em relação a 2024, superando os US$ 5 bilhões. Nenhuma outra categoria, incluindo redes sociais ou serviços de streaming, chegou perto desse ritmo de expansão.

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