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Não bastasse o problema da água e da energia, agora os centros de dados também estão ficando sem cobre

O ponto de equilíbrio para desenvolver novas minas já ultrapassa 13.000 dólares por tonelada

13 jan 2026 - 13h12
(atualizado às 15h24)
Foto: Xataka

Este começo de ano abalou os alicerces da economia global. Entre a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e uma volatilidade geopolítica sem precedentes, o cobre — um dos minerais-chave para o futuro energético — disparou até um máximo histórico, superando os 13.000 dólares por tonelada.

Essa escalada não é uma flutuação passageira. Como detalha a Bloomberg, estamos diante de uma "tempestade perfeita", em que um aperto severo da oferta se combina com um apetite por risco desenfreado. O mercado entrou em uma fase de backwardation (quando o preço imediato é maior que o futuro), um sinal técnico que, segundo analistas, aponta para uma escassez física real e desesperada.

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Embora a construção civil e a energia sempre tenham sido os pilares do consumo de cobre, a inteligência artificial mudou a escala do problema. Segundo uma análise do empresário Frank Holmes, um centro de dados convencional consome entre 5.000 e 15.000 toneladas do metal. Já um centro de "hiperescala" — necessário para treinar modelos de IA — pode exigir até 50.000 toneladas por instalação.

Além disso, destaca-se uma realidade incômoda para 2030, ano em que os centros de dados podem devorar mais de meio milhão de toneladas de cobre por ano. É aí que reside o grande problema, já que a demanda das empresas de tecnologia é absolutamente inelástica. Como explica Holmes, para os gigantes do Vale do Silício, tanto faz o cobre custar 10.000 ou 20.000 dólares, porque o metal representa menos de 0,5% do custo total...

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