O romance de estreia "C'était ça ou mourir", do escritor Thélyson Orélien, viu suas vendas dispararem para mais de 18 mil cópias em uma semana após ser alvo de forte polêmica na França. Antes aclamada pela crítica e indicada a prêmios prestigiados como o Prix Goncourt, a obra que narra a jornada de um migrante haitiano passou a ser acusada de ter sido gerada quase inteiramente por inteligência artificial, segundo denúncias anônimas fundamentadas em análises do detector Pangram.
Um romance de estreia aclamado pela crítica, milhares de cópias comercializadas e uma indicação ao conceituado prêmio Prix Goncourt: para o escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien, tudo parecia caminhar com perfeição. No entanto, uma polêmica tomou conta do cenário literário quando ele passou a ser acusado de ter redigido sua obra quase inteiramente com o auxílio de inteligência artificial.
No centro das atenções está o livro "C'était ça ou mourir" ("Era isso ou morrer", em tradução livre). O romance retrata a trajetória de um migrante haitiano que cruza diversos países em direção ao Canadá. Muito elogiado pelos críticos especializados, o trabalho faturou honrarias como o prestigiado Prix du Roman Fnac e chegou a integrar a lista preliminar do Prix Goncourt, a maior distinção literária do idioma francês (conforme apurado pela Reuters).
O cenário deu uma guinada dramática em 21 de setembro. Um perfil até então anônimo na rede social X, chamado "Balance ton Claude", levantou a suspeita de que o texto teria sido gerado quase por completo por ferramentas de IA, baseando-se em avaliações feitas pelo detector textual Pangram.
Curiosamente, logo após a enxurrada de denúncias, os números de vendas da publicação não despencaram — pelo contrário, começaram a subir de maneira notável.
Detector de IA apontou nível altíssimo de probabilidade
O software Pangram atua avaliando parâmetros e padrões estatísticos de uma escrita com o objetivo de determinar a probabilidade de uma máquina ...
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