Irrigação agrícola evita conversão de terras e reduz impacto climático, aponta estudo

Pesquisa publicada na PNAS calcula balanço entre gasto energético no campo e preservação de ecossistemas naturais

16 set 2026 - 14h46
(atualizado às 14h50)
Resumo
Estudo da Universidade Estadual do Colorado revela que a irrigação agrícola nos EUA evita a conversão de terras naturais, reduzindo emissões de gases de efeito estufa e contribuindo para a mitigação do impacto climático.

A irrigação agrícola nos Estados Unidos atua como uma aliada inesperada no combate às mudanças climáticas. Um estudo inédito da Universidade Estadual do Colorado aponta que, ao maximizar a produtividade em menos espaço, a prática evita a conversão de terras naturais, poupando emissões de gases de efeito estufa que seriam 363 vezes superiores às geradas pelo bombeamento de água.

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial. Sua criação não tem objetivo de refletir ou retratar situações reais.
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Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

A transformação de ecossistemas naturais para a produção de alimentos, fibras e combustíveis responde por quase um quarto das emissões globais, liberando o carbono retido na vegetação e no solo, segundo a pesquisa divulgada na Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Como a pesquisa calculou esse impacto?

Os pesquisadores cruzaram mapas de estoques de carbono com um modelo de aprendizado de máquina para comparar rendimentos agrícolas com e sem irrigação em nível de condado. O trabalho comparou os custos diretos da infraestrutura hídrica com o benefício indireto de preservar áreas nativas.

A análise liderada por Driscoll, pesquisador da Universidade Purdue, revelou que os ganhos de produtividade pouparam emissões equivalentes a cerca de 13% do total global naquele ano avaliado.

Como diminuir as emissões geradas pelo bombeamento?

A substituição de bombas movidas a combustíveis fósseis por motores elétricos combinada à descarbonização da rede elétrica é o caminho mais direto para mitigar o impacto energético da irrigação. O processo de manejo também gera pequenas liberações de óxido nitroso no solo e gás carbônico dissolvido na água subterrânea.

Segundo os autores, programas governamentais de agricultura de baixo carbono podem adotar incentivos específicos para apoiar a eletrificação desses sistemas nas propriedades rurais.

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Qual é a avaliação prática no campo?

Produtores rurais relatam que a ausência de irrigação forçaria a abertura de pastagens ecologicamente mais frágeis sob regimes de chuva irregulares. Alex Brown, agricultor cuja família atua há 120 anos no Condado de Yuma, ressalta a dependência de tecnologias modernas para manter a eficiência do uso da água.

O coautor Nathan Mueller, professor associado da instituição do Colorado, pontua que a gestão do sistema alimentar exige compreender as compensações existentes entre produção de alimentos e conservação ambiental.

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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