Um menino apoiava o notebook sobre o corpo durante oito horas por dia; agora, tem uma lesão de 15 centímetros para nos lembrar do perigo que isso representa

O único culpado parecia ser o laptop que ficava no colo várias horas por dia

16 set 2026 - 15h37
Resumo
Após desenvolver uma mancha de 15 centímetros no abdômen, um jovem foi diagnosticado com eritema ab igne, popularmente conhecido como síndrome da pele tostada. O problema surgiu pelo hábito de apoiar o notebook no corpo por horas diárias. Essa condição dermatológica resulta da exposição repetida e prolongada ao calor de aparelhos eletrônicos ou aquecedores que, mesmo abaixo de 45 graus e sem provocar ardência imediata, é suficiente para causar queimaduras graduais na pele.
Um menino apoiava o notebook sobre o corpo durante oito horas por dia; agora, tem uma lesão de 15 centímetros para nos lembrar do perigo que isso representa.
Um menino apoiava o notebook sobre o corpo durante oito horas por dia; agora, tem uma lesão de 15 centímetros para nos lembrar do perigo que isso representa.
Foto: Xataka

O que começou como uma mancha misteriosa de cerca de 15 centímetros no abdômen acabou levando a pessoa ao hospital duas vezes, para a preocupação de seus pais. Sem uma causa aparente para o problema, o único culpado parecia ser o notebook, que ela apoiava no colo por várias horas ao dia; no entanto, nunca havia sentido desconforto ou ardência que pudessem justificar aquela mancha.

No hospital, também não encontravam uma explicação clara. O que parecia, à primeira vista, ser um hematoma não correspondia a nenhuma lesão interna; assim, quando a pessoa retornou à emergência duas semanas depois e explicou que estudava em casa, os médicos finalmente ligaram os pontos. O diagnóstico era eritema ab igne.

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A síndrome da pele tostada

Conhecida como síndrome da pele tostada, essa condição vem sendo documentada há muitos anos. Trata-se de lesões relacionadas à exposição repetida ao calor ou à radiação que, embora abaixo de 45 graus, são suficientes para queimar a pele gradualmente — sem que percebamos e, certamente, sem a dor característica de uma queimadura comum.

Embora os primeiros casos estivessem associados ao uso de lareiras e aquecedores, a partir de 2010 começaram a surgir relatos de pessoas que passavam muito tempo com o notebook no colo.

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