O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) autorizou a participação de pesquisadores estrangeiros em uma coleta de dados biológicos e científicos no Amazonas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 11 de agosto de 2026 e entra em vigor na mesma data.
A iniciativa faz parte do projeto "Vozes da Amazônia indígena: Processos históricos da sociobiodiversidade frente aos desafios do Antropoceno". A coordenação é do Museu Paraense Emílio Goeldi, do Brasil, em cooperação com a University College London (UCL), do Reino Unido.
Onde a pesquisa será realizada?
As atividades ocorrerão no município de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas. Os pesquisadores visitarão comunidades indígenas localizadas às margens dos rios Içana e Uaupés.
Entre as localidades autorizadas estão as comunidades de Assunção, Tunuí, Taracuá, Ipanoré, Pari-Cachoeira e Urubuquara. A expedição conta com o aval da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Quais são as regras para os pesquisadores estrangeiros?
A equipe internacional pode coletar dados no território brasileiro, mas está expressamente proibida de enviar amostras para fora do país. A restrição abrange materiais biológicos, arqueológicos, botânicos, etnobotânicos e etnográficos.
O grupo estrangeiro autorizado é formado por cientistas vinculados à UCL e ao Kew Gardens. A autorização do governo brasileiro é válida até 31 de dezembro de 2027, com possibilidade de prorrogação mediante apresentação de relatório técnico.
A autorização governamental abrange 4 pesquisadores estrangeiros de nacionalidades britânica e chilena, segundo o Diário Oficial da União (2026).