Durante anos, a Raspberry Pi foi sinônimo de computação acessível. Suas placas "tudo em um" permitiam montar um computador por menos de R$ 350 na Europa. Era um equipamento simples, mas suficiente para a maioria das aplicações, inclusive programação. Com o lançamento das novas gerações, porém, um fator passou a prejudicar a plataforma: o aumento do preço de componentes como a memória RAM. E isso abriu espaço para que um pequeno chip ganhasse destaque: o ESP32.
Os preços das placas Raspberry Pi atuais dispararam em pouco mais de um ano. Basta olhar o catálogo para perceber que a principal vantagem da plataforma praticamente desapareceu: uma Raspberry Pi 5 com 8 GB ultrapassa os 180 euros (R$ 1.000), enquanto a versão de 16 GB passa dos 300 euros (R$ 1.800). Por esse valor, já seria possível comprar um computador usado em ótimas condições. O curioso é que a Raspberry Pi nasceu, em 2012, justamente com a proposta de tornar a computação mais acessível: o primeiro modelo custava entre 25 e 35 dólares — o preço de um jogo independente.
A memória ficou sete vezes mais cara
Eben Upton, CEO da Raspberry Pi, explicou a questão no blog oficial da empresa: a memória LPDDR4 usada nas Raspberry Pi 4 e 5 custa hoje sete vezes mais do que custava um ano atrás. O principal responsável é um velho conhecido: a inteligência artificial e a enorme demanda de seus centros de dados. O resultado foi uma sequência de três aumentos no preço da Raspberry Pi 5 de 16 GB em pouco mais de quatro ...
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