China construiu megacidades drenando água subterrânea: agora essas megacidades estão afundando

A boa notícia é que o afundamento nem sempre ocorre na mesma velocidade

9 ago 2026 - 09h14
Imagem | Picrazy2, King of Hearts, Hu et al. 2004; Xu et al. 2008
Imagem | Picrazy2, King of Hearts, Hu et al. 2004; Xu et al. 2008
Foto: Imagem | Picrazy2, King of Hearts, Hu et al. 2004; Xu et al. 2008 / Xataka

Por décadas, Veneza foi o exemplo clássico de uma cidade que afunda lentamente na água. No entanto, nos últimos anos, cientistas começaram a observar com preocupação outro local: o leste da China. Lá, não são os canais que causam o afundamento do solo, mas milhões de bombas que extraem água subterrânea há décadas para abastecer algumas das maiores cidades do planeta.

Quando se cresce rápido demais

Em apenas quatro décadas, a China passou por uma das maiores transformações urbanas da história. Centenas de milhões de pessoas deixaram o campo, megacidades surgiram onde antes existiam apenas pequenas cidades, e o país construiu bairros, estradas, linhas de metrô, pontes e arranha-céus em uma velocidade sem precedentes.

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Esse crescimento também desencadeou um aumento na demanda por água, forçando um uso cada vez mais intensivo dos aquíferos escondidos sob as cidades.

Décadas de drenagem do subsolo

Durante anos, a água subterrânea pareceu um recurso praticamente inesgotável. No entanto, cada litro extraído deixava minúsculos espaços vazios entre os sedimentos do solo.

O problema passou despercebido por muito tempo porque o processo era extremamente lento, medido em milímetros por ano. Mas, após décadas de bombeamento contínuo, os cientistas começaram a perceber que muitas cidades no leste da China estavam literalmente afundando sob si mesmas.

Quando o solo perde sustentação

A subsidência não ocorre porque a terra se abre sob os edifícios, mas sim porque o próprio solo se compacta. À medida...

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