As antigas repúblicas de programadores do Vale do Silício deram lugar a luxuosas "mansões de IA", onde quartos chegam a custar US$ 10.000 mensais e reúnem a elite da tecnologia. Atraindo fundadores, pesquisadores e figuras como Sergey Brin e Eric Schmidt, esses espaços funcionam como polos de networking de alto nível e sedes de festas extravagantes. Pelo menos dez dessas residências operam na região, com longas filas de espera, embora o excesso de eventos já gere atritos com a polícia local.
Há mais de uma década, era comum no Vale do Silício que vários cientistas da computação alugassem uma casa e passassem dias e noites programando, tentando desenvolver uma ideia (uma dessas "casas de hackers" foi a primeira base de operações do Facebook, aliás). A ascensão da IA levou esse modelo de convivência tecnológica a outro patamar. O que antes era uma mistura de apartamento compartilhado e incubadora de startups se transformou em mansões onde o aluguel de um quarto pode custar cinco dígitos e festas extravagantes são realizadas. Bem-vindos à era das "casas de IA".
Mansões de IA
O modelo informal de "casa de hackers", que lembra a brilhante série de TV Silicon Valley, é coisa do passado. Agora, são residências de luxo para empreendedores do mundo da IA, com quartos que podem custar até US$ 10.000 por mês. Uma reportagem do New York Times identifica pelo menos dez dessas casas em funcionamento em São Francisco e no Vale do Silício, algumas com listas de espera de mais de 40 pessoas para alugar um quarto.
Você paga para "estar dentro"
Muitas dessas residências ficam em mansões luxuosas, mas seu apelo, e a razão para o alto aluguel, são as oportunidades de networking que oferecem. Você paga para compartilhar o espaço com outros fundadores e pesquisadores e para ter acesso a figuras influentes no mundo da IA que frequentam as festas e eventos realizados lá. Essas residências já hospedaram nomes como Sergey Brin, Eric Schmidt, Sebastian Thrun, professor de IA em Stanford, e ...
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