EUA estão redesenhando o mapa de suas bases na Europa e nenhum dos países que disseram "não à guerra" aparece nele

O que começou como decisão soberana de não se envolver na guerra está se transformando em potencial custo estratégico de longo prazo para a Espanha

15 abr 2026 - 16h20
(atualizado em 16/4/2026 às 17h32)
Foto: Xataka

Mais de 80 mil soldados americanos estão permanentemente destacados na Europa, distribuídos por dezenas de bases que servem como centros estratégicos para operações no Oriente Médio, na África e no próprio continente. Em muitos casos, essas instalações não apenas têm valor militar, mas também geram milhares de empregos e milhões em investimentos locais. Portanto, qualquer mudança em sua localização frequentemente revela muito mais sobre a política global do que sobre a geografia.

Espanha muda o cenário

Relatamos isso semanas atrás. Desde o início do conflito, a Espanha decidiu traçar uma linha clara: não participar da guerra contra o Irã, nem facilitando o uso de bases como Rota e Morón, nem permitindo que aeronaves americanas transitassem por seu espaço aéreo.

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Essa postura, defendida por Pedro Sánchez sob o argumento de evitar a escalada e respeitar o direito internacional, não foi meramente simbólica, mas operacional, forçando os Estados Unidos a redesenhar rotas aéreas e a logística militar. Ao mesmo tempo, colocou a Espanha em uma posição única na Europa, diferenciando-a de outros aliados que colaboraram, ainda que de forma limitada. Essa decisão aparentemente defensiva acabou tendo implicações estratégicas muito mais profundas.

Resposta de Washington

Há algumas horas, por meio de uma reportagem exclusiva do Wall Street Journal, foi revelado que o governo de Donald Trump começou a delinear uma resposta que vai além da retórica, com planos para punir os aliados que não apoiaram...

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