Uma dependência silenciosa que durou anos está chegando ao fim de forma drástica. O governo dos Estados Unidos anunciou o banimento de códigos escritos na China, ou por empresas de propriedade chinesa, em veículos conectados à internet que circulam em solo americano. A medida, que entra em vigor em 17 de março de 2026, obriga as montadoras a certificarem que seus sistemas — desde controles de entretenimento e câmeras de bordo até assistentes de direção — estão livres de qualquer rastro digital chinês.
O objetivo da nova regulamentação, emitida pelo Escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio, é mitigar riscos de segurança nacional. A preocupação é que microfones, módulos GPS e câmeras possam ser explorados para enviar dados sensíveis para o exterior. Até 2029, as restrições serão estendidas também ao hardware de conectividade.
O desafio técnico de separar o código
A indústria automotiva descreve essa regra como uma das mais complexas das últimas décadas. O maior obstáculo não é apenas encontrar o software, mas auditá-lo dentro de uma cadeia de suprimentos global altamente fragmentada.
Muitos fornecedores chineses consideram o código-fonte como propriedade intelectual proprietária e se recusam a compartilhá-lo com as montadoras para auditoria.
Softwares automotivos são feitos sob medida. Remover uma linha de código chinês não é como trocar uma peça física; pode comprometer todo o funcionamento do veículo.
No primeiro semestre de 2025, empresas chinesas ...
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