Na OpenAI, eles veem um futuro em que a semana de trabalho deveria ter quatro dias. Não só isso: cada cidadão deveria receber uma parte do crescimento econômico gerado pela IA. Essas são algumas das propostas que a empresa publicou ontem com o objetivo de nos preparar para a "era da inteligência".
E, justamente no dia em que publicam essa carta repleta de intenções tranquilizadoras, chega também um duro golpe para o CEO da OpenAI, Sam Altman. Uma investigação publicada no The New Yorker volta a colocar em dúvida sua forma de atuação, bastante criticada por especialistas e engenheiros que trabalharam com ele. A conclusão de todos eles: é melhor não confiar em Sam Altman.
Aquilo que eles chamam de "era da inteligência" certamente terá impactos negativos em alguns aspectos, mas a OpenAI propõe, em seu documento, mudanças para mitigar esses problemas. Entre as medidas mais chamativas está a criação de um "fundo de riqueza pública" que distribuiria dividendos da IA diretamente aos cidadãos, independentemente de sua situação de trabalho.
Eles também sugerem impostos sobre o trabalho automatizado para financiar a seguridade social, além de projetos-piloto de semanas de trabalho de quatro dias sem redução salarial. A proposta é chamativa e busca, claro, tranquilizar os cidadãos diante de ameaças como a perda de empregos que pode resultar da adoção massiva da IA. O problema é que essa proposta surge em um momento delicado para a OpenAI, em meio a uma crise de reputação.