No mundo do esporte, existe um debate eterno sobre qual é o melhor horário para fazer exercício. Por um lado, estão aqueles que defendem com unhas e dentes que acordar cedo para treinar às seis da manhã ativa o metabolismo para o resto do dia. Por outro, estão os que garantem que o corpo só rende ao máximo depois de sair do trabalho, no fim do dia.
Quem está certo? A resposta, como costuma acontecer na fisiologia do exercício, tem diferentes nuances, já que, ao recorrermos à literatura científica, estudos recentes e ensaios controlados, descobrimos que o melhor horário depende da biologia, dos objetivos e do relógio interno de cada praticante.
Isso porque já se sabe que nossa biologia não funciona de forma constante ao longo do dia, mas é governada pelos ritmos circadianos. Nesse ponto, a ciência indica que a temperatura corporal e o desempenho neuromuscular atingem seu pico no fim da tarde, geralmente entre 17h e 19h. No entanto, a questão principal é saber se isso pode se traduzir em mais ganho de massa muscular no longo prazo.
Os estudos
Em 2019, um grupo de cientistas publicou uma metanálise que confirmava que, de fato, a força muscular de base é maior no período da tarde. No entanto, para as pessoas mais matutinas, também apontavam que, se houver constância no mesmo horário, os ganhos de força e massa muscular no longo prazo são semelhantes, independentemente do horário, porque o corpo humano acaba se adaptando ao que lhe é exigido.
Se o objetivo não é levantar o máximo ...
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