Quem já foi criança (ou teve uma) conhece a cena: a luz acesa, um problema de matemática incompreensível sobre a mesa, lágrimas escorrendo pela frustração de não entender uma lição ou não conseguir pronunciar uma língua estrangeira, e um pai perdendo a paciência depois de explicar a mesma coisa pela quinta vez.
Na China, encontraram uma maneira de inverter a situação. Pais frustrados e exaustos estão delegando a supervisão acadêmica de seus filhos à inteligência artificial. Enquanto em outros países há um forte debate e receio sobre se a IA prejudica o pensamento crítico dos alunos, na China acontece o oposto: uma pesquisa realizada pela KPMG em 2025 revelou que mais de 90% dos chineses estão otimistas em relação a essa tecnologia.
O fenômeno veio à tona e gerou debate nas redes sociais quando uma mãe na província de Shandong descobriu que seu marido estava usando o celular enquanto deixava a Kimi AI, um chatbot capaz de processar dois milhões de caracteres, fazer a lição de casa do filho. Mas esse pai não é um caso isolado. Muitos adultos estão usando IA não apenas para ensinar, mas também para realizar as temidas "tarefas parentais". O Sr. Zhang, por exemplo, admitiu usar o chatbot Doubao para gerar resumos das Fábulas de Esopo e imprimir imagens passo a passo para os projetos de artesanato de seu filho, que está na terceira série.
O mercado respondeu com uma enxurrada de dispositivos. Zheng Wenqi, uma mãe trabalhadora, comprou o "Native Language Star" por cerca de US$ 375 (R$...
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