Quem nunca abriu a geladeira sem estar realmente com fome ou sentiu uma vontade repentina de comer um doce no meio da tarde? Um estudo publicado em julho na revista Psicologia da Comunicação, conduzido por Malika Tapparel, Hugo Najberg e Lucas Spierer, sugere que esses impulsos podem começar bem antes de uma escolha consciente.
Ao acompanhar voluntários durante duas semanas e realizar testes cognitivos com registros em tempo real feitos pelo celular, os pesquisadores descobriram que mecanismos automáticos de aprendizagem do cérebro têm papel importante na intensidade do desejo por alimentos altamente calóricos. Com isso, eles concluíram que a vontade de comer não nasce apenas da fome, mas também de padrões mentais construídos ao longo da vida.
O cérebro aprende hábitos alimentares sem que você perceba
Embora muita gente associe o desejo por comida apenas à fome ou ao cheiro de um alimento apetitoso, os resultados do estudo indicam que a história é mais complexa. Os pesquisadores avaliaram 81 adultos saudáveis ao longo de duas semanas, combinando experimentos de laboratório com um aplicativo no qual os participantes registravam quando sentiam vontade de comer, o que consumiam e a intensidade desses desejos.
No laboratório, a equipe investigou diferentes formas de aprendizagem do cérebro. Uma delas foi a chamada aprendizagem por reforço "livre de modelo", um mecanismo responsável pela formação de hábitos alimentares automáticos. É como se o cérebro passasse a repetir ...
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