Cientistas foram premiados após descobrirem que o "leite" da barata-do-Pacífico, única espécie vivípara conhecida, forma cristais altamente nutritivos no intestino dos embriões. Essa secreção materna se cristaliza em uma reserva densa de proteínas, carboidratos e lipídios, constituindo um alimento completo que chega a concentrar mais energia do que o leite de vaca.
Uma descoberta sobre um alimento bastante improvável rendeu um prêmio a um grupo de cientistas: o "leite" produzido por uma espécie de barata. Os pesquisadores investigaram os cristais de proteína formados a partir desse líquido e mostraram que eles armazenam uma quantidade surpreendentemente alta de energia.
O estudo analisou a espécie Diploptera punctata, conhecida como barata-do-Pacífico. Diferentemente da maioria das baratas, ela é vivípara e alimenta os embriões dentro do corpo com uma secreção rica em nutrientes.
"Leite" da barata é formado por cristais
A fêmea produz uma secreção esbranquiçada dentro do saco incubatório, estrutura na qual os embriões se desenvolvem. O líquido é consumido pelos filhotes ainda no estágio embrionário e chega ao sistema digestivo deles.
No intestino, parte dessa secreção se transforma em pequenos cristais ricos em proteínas, carboidratos e lipídios. Os pesquisadores descobriram que essas estruturas funcionam como uma espécie de reserva concentrada de nutrientes para o desenvolvimento dos embriões.
As proteínas encontradas nos cristais também apresentam diferentes características e quantidades de nutrientes, o que indica que não se trata apenas de uma fonte de proteína, mas de um alimento relativamente completo para os filhotes.
Cristal pode concentrar mais energia que o leite de vaca
Quando compararam os cristais produzidos pela barata com o leite de vaca, os pesquisadores descobriram que uma quantidade equivalente dos cristais pode armazenar...
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