No deserto de Nevada está o incrível ponto-cego da energia solar: invenção de milhões falha miseravelmente e está abandonada; e ninguém quer assumir a culpa

Mas há um grande porém: essa energia solar é diferente da que temos como popular hoje

10 dez 2025 - 18h30
(atualizado em 11/12/2025 às 12h36)
Foto: Xataka

Há 10 anos a Crescent Dunes foi inaugurada no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, como uma grande promessa para revolucionar o cenário da energia renovável. Com 10.347 espelhos direcionados para uma torre central de 200 metros, ela se tornou a segunda usina de energia termosolar com armazenamento em sais fundidos do mundo, seguindo a pioneira espanhola Gemasolar. O objetivo da Crescent Dunes era fornecer energia limpa para mais de 100 mil pessoas.

A Crescent Dunes custou cerca de 1 bilhão de dólares. No entanto, uma década após sua inauguração, o projeto é mais conhecido como um atrativo visual para os passageiros que sobrevoam a região do que como um marco de inovação energética.

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Um desperdício milionário

O ambicioso projeto foi promovido pela empresa californiana SolarReserve e atraiu investidores de peso, como Warren Buffet e o Citigroup. A Crescent Dunes também contou com empréstimos garantidos pelo governo dos Estados Unidos. A empresa firmou um acordo com a companhia elétrica de Nevada, NV Energy, no qual se comprometeu a entregar um total de 500.000 MWh anuais durante 25 anos.

No entanto, tudo ficou apenas nas promessas, já que o alto custo de manutenção das instalações e os salários dos funcionários tornaram o projeto inviável. Além disso, a energia gerada pela Crescent Dunes não era barata. Esses fatores levaram a NV Energy, em 2019, a processar a SolarReserve por descumprimento de contrato.

Os investidores também recuaram e abriram um processo contra a SolarReserve ...

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