O asteroide 99942 Apophis passará a apenas 32 mil quilômetros da Terra em abril de 2029 e não representa nenhum risco de colisão com o planeta. No entanto, cientistas se preocupam com a possibilidade do objeto colidir com lixo espacial que está na órbita terrestre. A situação pode comprometer uma rara oportunidade de estudar de perto um dos maiores asteroides já observados a essa distância.
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O Apophis, cujo nome significa “Deus do Caos” na mitologia grega, tem cerca de 370 metros de comprimento, e irá cruzar a região da órbita geossíncrona, onde há milhares de satélites ativos e objetos deixados por antigas missões espaciais.
Segundo estudo publicado no jornal científico The Planetary Science Journal, alguns desses detritos poderão passar a poucos quilômetros da rocha espacial. Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que não havia possibilidade de colisão com detritos, o que mudou ao longo do estudo.
Apesar disso, um eventual choque não será suficiente para mudar a trajetória do Apophis, e nem representa uma ameaça para a Terra. Entretanto, um choque pode ser capaz de formar uma cratera ou lançar uma nuvem de poeira e fragmentos para a superfície do asteroide. Isso poderia dificultar a análise dos efeitos naturais provocados exclusivamente pela gravidade terrestre na aproximação.
A comunidade científica espera que a passagem do Apophis permita observar como a força gravitacional da Terra altera a rotação do asteroide e provoca deslizamentos de material em sua superfície, fenômenos que podem revelar camadas internas nunca antes estudadas.
Duas missões estão programadas para acompanhar o evento: A RAMSES, da Agência Espacial Europeia (ESA), e a OSIRIS-APEX, da Nasa. Elas observarão o asteroide durante e após sua passagem para investigar as mudanças provocadas pela aproximação com a Terra.