Contrariando a crença popular sobre o efeito sanfona, evidências científicas indicam que a velocidade do emagrecimento não determina um ganho de peso maior no futuro. Embora dietas rigorosas causem uma perda inicial ilusória de água e glicogênio, que pode ser recuperada ao retomar o consumo de carboidratos, um estudo com 200 pessoas com obesidade revelou que emagrecer rápido ou devagar resulta na mesma probabilidade de reganho de peso posterior, desmistificando um dos maiores dogmas das dietas.
Na sociedade em que vivemos atualmente, queremos fazer tudo o mais rápido possível. E perder peso não é exceção. Mas, nesse caso, a pressa para perder quilos costuma ser malvista e, frequentemente, nos deparamos com o alerta clássico sobre o "efeito sanfona" ou a perda de massa muscular que pode ocorrer. A verdade, porém, é que já temos várias evidências que contradizem essa previsão.
Um alerta bastante repetido no início das dietas rigorosas é que os primeiros quilos perdidos correspondem quase exclusivamente a água e glicogênio, e não à gordura corporal, que é o que nos interessa. E a ciência não tem problemas com essa afirmação, já que o glicogênio (nossas reservas imediatas de energia) é armazenado no corpo acompanhado de uma grande quantidade de água.
Essa composição peculiar é justamente o que explica a perda de peso rápida e ilusória no início de dietas com pouquíssimas calorias. Ela também explica a recuperação de peso quase imediata e exagerada que ocorre quando uma pessoa volta a consumir muitos carboidratos no dia a dia.
O estudo sobre o efeito sanfona
O efeito sanfona talvez seja o dogma mais difundido quando falamos sobre perda de peso. Esse conceito sugere que, se emagrecermos e depois voltarmos ao sedentarismo, recuperaremos o peso anterior e mais um pouco. Mas um estudo realizado com 200 pessoas com obesidade veio contradizer essa ideia.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um perdeu peso rapidamente, em 12 ...
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