Cientistas da Universidade Diego Portales, no Chile, encontraram a evidência mais sólida até hoje da primeira lua fora do Sistema Solar. A descoberta ocorreu no sistema CD-35 2722, onde o objeto parece orbitar uma anã marrom — corpo celeste intermediário entre estrela e planeta — que, por sua vez, gira em torno de uma estrela do tipo M. O achado é um marco inédito na astronomia, embora a natureza híbrida da anã marrom ainda gere debates sobre a classificação exata do satélite recém-detectado.
No nosso Sistema Solar são conhecidas mais de 400 luas que orbitam planetas. Se considerarmos também as que giram em torno de planetas anões ou asteroides, conhecemos quase 1.000 satélites. No entanto, até o momento, não havia evidências claras da existência de luas além da nossa vizinhança cósmica. Embora já sejam conhecidos mais de 6.000 exoplanetas, nenhuma lua havia sido confirmada ao redor deles. Isso significa que não existem luas fora do nosso sistema planetário? Não necessariamente. O mais provável é que elas existam, mas ainda não tínhamos sido capazes de encontrá-las. Por isso é tão interessante a descoberta feita recentemente por uma equipe de cientistas da Universidade Diego Portales, no Chile.
Esta é a descrição mais sólida do que pode vir a ser a primeira lua fora do Sistema Solar. Há alguns meses outra candidata foi identificada, mas as evidências neste caso são muito mais contundentes.
A descoberta foi feita no sistema CD-35 2722, formado por uma pequena estrela do tipo M e uma anã marrom girando ao seu redor. As anãs marrons são objetos difíceis de classificar, já que estão no meio do caminho entre uma estrela e um planeta. Por isso, quando os cientistas detectaram o que parecia ser a prova de um objeto girando ao seu redor, ficaram entusiasmados e intrigados. Eles poderiam estar finalmente diante da descoberta de uma lua fora do Sistema Solar, mas ela ainda pode ser considerada uma lua se orbita uma anã marrom?
Uma estrela conta com energia ...
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