China aprova pela 1ª vez no mundo dispositivo médico com interface cérebro-computador

13 mar 2026 - 13h08

O órgão regulador de medicamentos ‌da China disse nesta sexta-feira que aprovou a venda de um sistema de interface cérebro-computador (BCI) que ajuda a restaurar a capacidade de movimento das mãos, a primeira aprovação mundial de um dispositivo BCI para uso comercial.

O dispositivo é fabricado ⁠pela Borui Kang Medical Technology (de Xangai) e sua tecnologia tem ‌como objetivo restaurar os movimentos e a comunicação de pessoas que sofrem de diferentes formas de paralisia. Ele ‌foi projetado para pacientes com tetraplegia causada ‌por lesões na medula espinhal cervical, ajudando-os a ⁠recuperar a capacidade de usar as mãos para agarrar objetos por meio de uma luva.

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O produto é um sistema de BCI invasivo, o que significa que os eletrodos são inseridos diretamente no cérebro, em vez de ficarem na superfície ‌do cérebro. O dispositivo usa implantação extradural minimamente invasiva, contando com ‌tecnologia sem fio.

A ⁠Administração Nacional ⁠de Produtos Médicos da China disse que os produtos de BCI, como ⁠o que foi aprovado ‌nesta sexta-feira, foram priorizados, ‌observando que o setor foi designado como uma "indústria do futuro" no último plano quinquenal de Pequim, divulgado na semana passada.

A China poderá ver a tecnologia de interface cérebro-computador (BCI) ⁠entrar em uso público prático dentro de três a cinco anos, à medida que os produtos amadurecem, disse um importante especialista em BCI à Reuters na semana passada, enquanto Pequim corre para alcançar ‌as startups dos EUA, incluindo a Neuralink, de Elon Musk.

Os pacientes elegíveis para o produto devem ter entre 18 ⁠e 60 anos e sofrer de um tipo específico de lesão na medula espinhal. Seu diagnóstico deve ter pelo menos um ano e eles devem estar em uma condição estável por seis meses após o tratamento padrão. Os pacientes devem ser incapazes de agarrar com as mãos, mas devem manter alguma função do braço.

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Os dados dos ensaios clínicos mostraram uma melhora significativa na capacidade de agarrar das mãos dos participantes, disse o órgão regulador, acrescentando que os ganhos ajudaram a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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