Em meio a palestras sobre o Anticristo, o bilionário Peter Thiel causou polêmica ao defender que ser malvado é melhor do que ser ruim. Ao avaliar os riscos da inteligência artificial, o cofundador do PayPal afirmou que a sociedade moraliza a tecnologia em excesso. Usando carros como metáfora, ele argumentou que a maldade está ligada à competência funcional, enquanto a ruindade representa pura ineficiência, concluindo que indivíduos malvados são preferíveis por serem minimamente competentes.
Há bilionários que colecionam iates, outros compram clubes de futebol ou se dedicam a acumular ilhas particulares. Já Peter Thiel coleciona apocalipses. Ele passa meses viajando e ministrando palestras a portas fechadas sobre o Anticristo em círculos exclusivos — quase como se preparasse o mundo para receber uma péssima notícia.
Em uma de suas declarações mais recentes, o cofundador do PayPal e da Palantir deixou muita gente intrigada com um raciocínio enigmático, saído diretamente de um pacto faustiano: para ele, ser malvado é muito melhor do que ser ruim.
Ser malvado é bom
Dias atrás, durante uma entrevista com Mathias Döpfner, CEO do grupo editorial alemão Axel Springer, o empresário foi questionado sobre o momento atual da inteligência artificial e a suposta ameaça que ela representaria para a humanidade. Ciente da controvérsia que causaria, disparou: "Acho que moralizamos demais". Em seguida, lançou sua provocação favorita: "Qual é o antônimo de bom? O antônimo moral é malvado. O antônimo funcional é ruim".
O magnata recorreu a uma metáfora automotiva para ilustrar seu ponto: "Uma Ferrari seria um carro malvado, porque não faz muitos quilômetros por litro. Já um Trabant [carro popular fabricado na antiga Alemanha Oriental] é um carro ruim. Ele funciona, é um pouco melhor que um carrinho de golfe, mas é simplesmente ruim, porque nem sequer dá conta do recado". Daí veio sua conclusão: "Se você é uma pessoa malvada, ao menos é competente. E se você é malvado, não é ruim. ...
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