Em 1984, a NASA enviou 12,5 milhões de sementes de tomate ao espaço pelo programa educativo SEEDS para avaliar os impactos da órbita. Planejada para durar cerca de um ano, a missão se estendeu por quase seis anos devido à suspensão dos voos espaciais após a tragédia do Challenger em 1986. Resgatadas apenas em 1990 pela missão STS-32, as sementes sofreram uma exposição extrema à radiação cósmica antes de retornarem à Terra para análises de germinação e uso em salas de aula.
Milhões de sementes de tomate passaram anos fora da Terra dentro de uma plataforma da NASA. Elas não estavam lá para alimentar astronautas nem para cultivar tomates no espaço: faziam parte de um experimento que buscava descobrir o que acontecia com elas após permanecerem tanto tempo em órbita.
Em 1984, a NASA enviou ao espaço cerca de 12,5 milhões de sementes de tomate. As sementes faziam parte do programa SEEDS (Space Exposed Experiment Developed for Students), desenvolvido pela NASA, pelo centro de pesquisas Langley e pela empresa Park Seed.
O plano original previa que as sementes ficassem em órbita por cerca de um ano. No entanto, o calendário não saiu como o esperado. Após a tragédia do ônibus espacial Challenger em 1986, as missões espaciais foram suspensas e a recuperação das sementes foi adiada. Como resultado, elas permaneceram dentro de recipientes na plataforma LDEF (Long Duration Exposure Facility) até janeiro de 1990, quando foram resgatadas pela missão STS-32.
O que originalmente deveria ser uma exposição relativamente curta transformou-se em um experimento involuntariamente muito mais extremo. As sementes passaram quase seis anos expostas ao ambiente orbital e à radiação cósmica, embora mantidas dentro de recipientes de alumínio vedados.
O retorno à Terra e o experimento nas salas de aula
Quando as sementes finalmente retornaram, os pesquisadores realizaram os primeiros testes de germinação e notaram algo curioso: os primeiros lotes expostos ao espaço chegaram a ...
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