A OMS publicou diretrizes inéditas para guiar o desenvolvimento de novos contraceptivos masculinos reversíveis, visando equilibrar a responsabilidade no planejamento familiar. O documento orienta a criação de métodos seguros, eficazes e acessíveis — como géis, implantes, injeções ou pílulas — que atuem na produção, função ou transporte dos espermatozoides, ampliando as opções para além do preservativo e da vasectomia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou em 22 de setembro de 2026 seu primeiro documento com critérios para orientar o desenvolvimento de novos contraceptivos masculinos. A proposta é ampliar as alternativas de contraceptivos, que hoje estão concentradas principalmente em preservativos, vasectomia e coito interrompido, criando opções reversíveis que também possam ser usadas pelos homens no planejamento familiar. O documento estabelece parâmetros para métodos que atuem na produção, na função ou no transporte dos espermatozoides.
OMS estabelece regras para uma nova geração de contraceptivos masculinos
A participação masculina na contracepção ainda é limitada a poucas alternativas. Para ampliar as opções,a OMS criou o novo Perfil de Produto-Alvo, que estabelece uma referência comum para pesquisadores, desenvolvedores, órgãos reguladores e financiadores envolvidos na criação de novos métodos. O documento define características que os futuros contraceptivos devem buscar, como segurança, eficácia, reversibilidade, aceitação pelos usuários e preço acessível. A orientação contempla três caminhos principais: interromper a produção de espermatozoides, bloquear suas funções ou impedir que eles sejam transportados pelo sistema reprodutor masculino.
Com isso, os futuros métodos poderão assumir diferentes formatos, como comprimidos, injeções, géis e implantes sob a pele. A ideia é que essas alternativas possam ser interrompidas quando o homem quiser recuperar a fertilidade, ...
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