A entrada da Geração Z no mercado de trabalho, moldada pela pandemia e pelo ambiente digital, transformou a comunicação corporativa e gerou atritos com gerações anteriores. Preferindo mensagens a ligações e mantendo maior abertura para discutir saúde mental, os jovens atribuem significados distintos a interações cotidianas. Diante desses choques de percepção, especialistas alertam que líderes e empresas precisam explicitar regras e expectativas para evitar ruídos e mal-entendidos profissionais.
Uma mensagem de texto em vez de uma ligação, mais abertura para falar sobre saúde mental ou a necessidade de receber instruções detalhadas. Situações simples podem gerar mal-entendidos entre trabalhadores de diferentes gerações.
A Geração Z entrou no mercado de trabalho em um contexto diferente das gerações anteriores. Muitos jovens começaram a estudar, estagiar ou trabalhar durante a pandemia, quando boa parte da comunicação passou para o ambiente digital. Agora, a inteligência artificial acrescenta uma nova camada a essa transformação.
A mesma mensagem pode ter significados diferentes
Uma funcionária da Geração Z que trabalhava em um café percebeu que chegaria atrasada e avisou o chefe por mensagem.
Para ela, era uma forma de respeitar o tempo dele, já que uma ligação poderia interrompê-lo. O gerente, porém, esperava uma ligação porque considerava o atraso uma situação séria.
O problema não estava necessariamente na mensagem, mas no significado atribuído a ela por cada geração.
Por isso, gestores não devem presumir que determinadas regras de comunicação são óbvias para todos. Se um atraso exige uma ligação, por exemplo, essa expectativa precisa ser explicitada.
Saúde mental também mudou a comunicação
As diferenças aparecem ainda na maneira de falar sobre questões pessoais. Um jovem trabalhador contou ao gerente, um Baby Boomer, que enfrentava ansiedade severa. O chefe foi compreensivo, mas ficou desconfortável com a quantidade de informações pessoais compartilhadas.
...
Matérias relacionadas