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Agora que estão competindo com a IA, mesmo os melhores recém-formados em engenharia de software já não têm garantia de bom emprego

Diploma universitário, mesmo de instituição de elite, já não é garantia de emprego na era da inteligência artificial

1 jan 2026 - 07h18
(atualizado às 14h18)
Foto: Xataka

Durante décadas, estudar engenharia da computação numa universidade de elite foi sinônimo de estabilidade no emprego e altos salários. Um diploma da Universidade de Stanford, por exemplo, era pouco mais que um passe livre para o Vale do Silício. No entanto, em apenas três anos, esse panorama foi radicalmente transformado pela irrupção acelerada da IA generativa. Isso está afetando, de forma particularmente severa, o acesso de jovens recém-formados aos seus primeiros empregos.

Hoje, mesmo os melhores currículos na área de engenharia de software enfrentam enormes dificuldades para encontrar trabalho.

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Excelência já não basta

Estudantes que iniciaram suas carreiras universitárias antes de 2022 entraram num mundo diferente. Durante o primeiro ano da faculdade, ferramentas como o ChatGPT ainda não existiam. Agora, porém, ao se formarem, eles se deparam com sistemas capazes de escrever código por horas, depurar bugs e gerar soluções funcionais em alta velocidade.

Professores de Stanford veem isso como uma mudança radical em relação aos últimos anos, quando quase todos os graduados encontravam emprego rapidamente em grandes empresas de tecnologia. Hoje, apenas uma pequena elite com currículos repletos de projetos, pesquisas e experiência prévia consegue acessar as poucas vagas atraentes disponíveis.

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