Embora prometesse transformar a educação, a inteligência artificial tem gerado efeitos negativos no aprendizado. Dados da OCDE revelam que alunos que usam IA para tarefas pontuais têm pior desempenho em ciências, acumulando um atraso equivalente a quase um ano escolar. A crescente dependência da tecnologia acende o debate sobre restrições para jovens. Contudo, o impacto se inverte positivamente quando o uso é acompanhado de orientação em letramento digital.
A inteligência artificial está cada vez mais presente em escolas e universidades, consolidando-se como ferramenta de apoio na hora de fazer trabalhos, solucionar exercícios ou compreender novos conceitos. O problema é que o tema está longe de ser uma unanimidade: diversas vozes alertam que essa dependência pode estar prejudicando a capacidade de compreensão das gerações mais jovens.
O assunto virou tema de estudo. O debate ganhou novo fôlego após uma reportagem publicada pelo The Wall Street Journal, que sugere a restrição do uso de ferramentas de IA para menores de 21 anos, apoiando-se em pesquisas do MIT sobre os efeitos reais da tecnologia no aprendizado dos estudantes.
Há alguns anos, acreditava-se que o futuro da educação seria guiado pela digitalização imediata, trocando o quadro de giz por lousas digitais e equipando alunos com notebooks ou tablets. O objetivo era reproduzir métodos considerados inovadores, mas o relatório PISA 2025 da OCDE representou um banho de água fria: alunos que usam IA para tarefas pontuais, como resumir textos ou redigir redações, registram notas piores em ciências do que aqueles que não a utilizam. Trata-se de uma defasagem de cerca de 20 pontos, o equivalente a perder quase um ano inteiro de escolarização formal.
O documento traz, contudo, uma ressalva essencial: os jovens que recorrem a essas ferramentas com frequência e contam com orientação escolar específica em letramento digital obtêm resultados ligeiramente acima da média.
Na Espanha, ...
Matérias relacionadas
A Anthropic está disputando com Deus o monopólio das almas
A vez em que Bill Gates admitiu que o Ctrl + Alt + Del surgiu por causa de um erro
A reputação da IA está em xeque. A solução da indústria: mudar o nome para "superinteligência"