No início do século XX, a histórica Catedral de Winchester, na Inglaterra, corria sério risco de desabamento devido ao afundamento do seu solo úmido e instável. Para salvar a estrutura secular, engenheiros adotaram uma solução inédita: o mergulhador William Walker trabalhou durante mais de cinco anos em escuridão quase total sob a fundação inundada, onde posicionou manualmente cerca de 26 mil sacos de concreto a metros de profundidade, estabilizando com sucesso os alicerces do edifício.
No início do século XX, uma das maiores catedrais da Inglaterra estava afundando lentamente no terreno sobre o qual se erguia há mais de 800 anos. Os engenheiros encontraram uma solução extraordinária, digna de filme: enviar um mergulhador para trabalhar sob seus alicerces inundados, em uma escuridão praticamente absoluta. Durante cinco anos e meio, William Walker posicionou, tateando, cerca de 26.000 sacos de concreto sob vários metros de água.
Seu trabalho ficou registrado nos livros de história.
Uma catedral construída sobre uma armadilha geológica
A Catedral de Winchester começou a ser erguida em 1079, junto ao antigo leito do rio Itchen, no sul da Inglaterra. Sob suas enormes paredes estendiam-se camadas de turfa, sedimentos úmidos e cascalho, o que tornava a fundação extremamente complexa.
Os construtores medievais tentaram resolver o problema utilizando estacas de carvalho e, durante as ampliações do século XIII, uma camada dupla de troncos de faia para servir de apoio a parte do edifício. Essa solução permitiu a continuidade das obras, embora o peso da estrutura tenha comprimido o terreno progressivamente.
As rachaduras anunciaram o desastre
Os problemas estruturais começaram muito antes do século XX, mas, em 1905, haviam atingido uma gravidade alarmante. Grandes fissuras percorriam a alvenaria, e algumas áreas da catedral apresentavam sinais evidentes de recalque.
O arquiteto Thomas Graham Jackson e o engenheiro Francis Fox analisaram uma situação particularmente ...
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