A China mais uma vez passou pela maior migração humana do mundo. Por trás disso não há fome, guerra ou perseguição racial. Na verdade, nem mesmo uma travessia de fronteiras. A China, o segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1,4 bilhão de habitantes, enfrenta um novo desafio.
No dia 17 de fevereiro, começou o Ano Novo Lunar. Desta vez, vivemos o Ano do Cavalo de Fogo, um ano auspicioso para quem se identifica com esse elemento por ser friorento (nascido no outono/inverno) e para as indústrias que dependem dele. Por outro lado, prevêem-se complicações em relacionamentos já fragilizados e uma maior probabilidade de desastres naturais relacionados ao calor e ao fogo, afirmou Thierry Chow, consultor de feng shui, à CNN.
Essas primeiras tensões já se manifestam nos deslocamentos dos últimos dias, relata Lucas de la Cal em crônica no jornal El Mundo. Antes do feriado, o item mais cobiçado atualmente eram as passagens de trem. Não é de se admirar que haja quem tenha viagens de mais de 30 horas pela frente, com o objetivo de percorrer os mais de 2 mil quilômetros que os separam de suas cidades natais.
O Ano Novo Lunar é uma celebração marcada por uma migração massiva da cidade para o campo, para as origens. Tradicionalmente, o trabalhador chinês retorna para casa durante o Festival da Primavera, um período que dura 15 dias.
No entanto, o deslocamento em massa de pessoas faz com que as viagens se acumulem em um total de 40 dias, nos quais, este ano, são esperadas cerca de 9,5 ...
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