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Pix transforma pequenos negócios nas periferias de SP

Com criatividade, comércios e serviços das quebradas utilizam sistema de pagamentos para crescer, mesmo com as dificuldades econômicas.

27 out 2022 - 17h45
(atualizado em 28/10/2022 às 12h05)
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Maria Cristina Santos
Maria Cristina Santos
Foto: Daniel Arroyo / Ponte Jornalismo

Lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central, o Pix, sistema instantâneo de transferências bancárias, vem atraindo cada vez mais usuários e mudando para melhor a realidade de pequenos negócios. Segundo dados da Pesquisa de Tecnologia Bancária, realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), até março de 2022 o número de usuários com chaves PIX cadastradas somavam 51 milhões, um aumento de 72% em relação a março de 2021.

Esse aumento é sentido diretamente por quem trabalha em comércios e serviços das regiões periféricas. Rogério Lopes, 42, morador da Cantareira, zona norte de São Paulo, e gerente de uma funilaria em Osasco, conta que o Pix revolucionou a forma como seu estabelecimento faz negócios. “Depois do Pix a gente começou a oferecer uma opção de serviço diferente, um novo modelo. O cliente nem precisa mais vir até a oficina, passar número de cartão e essas coisas. A ideia começou na pandemia”, conta.

Pelo medo da Covid-19, muitos clientes deixaram de levar o carro para arrumar, o que começou a impactar a estabilidade do negócio. “O que a gente fez: para chamar a atenção da freguesia, produzíamos um vídeo legal higienizando o carro, com todo mundo trabalhando de máscara. Depois era entregue na garagem do cliente, com uma capa cobrindo o carro e pronto. Na maioria das vezes, a gente não tinha nenhum contato direto com o cliente. E isso a gente faz até hoje para todos os clientes que optarem por um  sistema de leva e traz, sem contato direto. Com isso o Pix foi fundamental, já que a gente recebia o pedido pelo WhatsApp, pegava o carro na casa do cliente, levava pra oficina, fazia um orçamento e ele já efetuava o pagamento sem contato direto algum”, conta Rogério.

Rogério Lopes
Rogério Lopes
Foto: Daniel Arroyo / Ponte Jornalismo

A ideia deu tão certo que o faturamento da funilaria chegou a aumentar durante a pandemia. E mais uma vez, a adoção do Pix foi fundamental. “Só com o Pix a gente consegue dar descontos altos, porque não tem a taxa do cartão, o cliente sente mais segurança em fazer o procedimento bancário, sem medo de clonagem. Dependendo do serviço, a gente consegue dar até 10% de desconto, mas só no Pix”, reforça.

Bons descontos levam a mais serviços, e Rogério calcula que o faturamento da funilaria cresceu por volta de 15% por conta da adoção do novo sistema. “E ainda tem os clientes antigos, que passaram a adotar também, que foi muita gente. E não só isso, o pagamento dos nossos funcionários é feito via Pix. A gente também compra peças e insumos da oficina no Pix, e aí tem um descontinho do fornecedor, que consigo repassar pro cliente e ter um preço diferenciado, fidelizar clientes, ou aumentar minha taxa de lucro”, completa.

Muito campo para crescer

De acordo com o Relatório de Economia Bancária 2021, feito pelo Banco Central, 60% da população adulta brasileira, ou seja, pessoas acima de 15 anos e com CPF ativo, usa algum tipo de transferência eletrônica, e 54% (em torno de 96,5 milhões de pessoas) já adotaram o Pix. Há ainda, contudo, 82 milhões brasileiros que ainda não integram o novo sistema. Essa taxa representa uma janela de oportunidade de crescimento capaz de beneficiar especialmente os pequenos negócios.

Maria Cristina Santos, 46, moradora do Jardim Peri, zona norte da capital paulista, criou seus três filhos trabalhando no açougue da família, comércio que está na mesma rua há 25 anos. Cerca de sete anos atrás, ela conseguiu expandir e montar um mercadinho na porta ao lado. Assim que o novo sistema de pagamentos foi criado, Maria já o adotou, prevendo que seria largamente usado na periferia. “Eu penso que ninguém deixa o celular em casa, está sempre na mão. Você pode deixar sua bolsa, a carteira, mas o celular, não. E o aplicativo do banco está ali, é só fazer o Pix”, explica.

Desde o fim de 2020 até agora, Maria calcula um aumento de no mínimo 30% no uso do novo sistema, o que foi acompanhado da diminuição dos pagamentos em espécie. “De uns três meses pra cá, aumentou ainda mais. E pra gente é muito melhor, porque influencia no faturamento, já que você não perde a porcentagem do cartão. Além disso, o dinheiro entra na conta imediatamente, se você precisar usar mais tarde, o dinheiro já está ali. Com a maquininha, além da taxa alta, você ainda leva dois dias pra receber”, explica.

Maria Cristina Santos
Maria Cristina Santos
Foto: Daniel Arroyo / Ponte Jornalismo

No último fechamento de caixa que fez, Maria calculou que 38% dos seus recebimentos mais recentes foram via Pix. Quando o assunto é o pagamento de fornecedores, o cálculo quase dobra. “Por volta de 60% dos meus fornecedores adquiriu Pix, e acho que chegará rápido em 100%, ao menos nos que oferecem pagamento a vista”, conta.

Ela prefere esse método em seu pequeno negócio, pois os fornecedores conseguem oferecer em torno de 3% de desconto: “Mas no débito eles acrescentam uma taxa, se for no Pix já tem o desconto. Eu pago o gás, a verdura, meus três fornecedores de carne, todos via Pix, até o frango é via Pix. Para ter o desconto pagando a vista não pode usar cartão, então antes era no dinheiro, que é um risco pra mim e pra eles, que precisam andar com as notas por aí. Agora faz Pix, é mais seguro pra todo mundo”, completa.

No seu dia a dia como consumidora, Maria também adotou o Pix: “Para falar a verdade, meu cartão do banco está bloqueado há um ano e eu nem fui na agência desbloquear. Uso Pix pra tudo, que é muito mais fácil e seguro”.

As fintechs acompanham a transformação

Rodrigo Salem, diretor da Neon, uma das principais contas digitais do país, explica que, desde o último ano, o PIX alcançou um patamar que qualquer outro meio de pagamento não alcançou. “Na Neon, de julho a setembro deste ano, mais de 80% dos clientes usaram PIX para recebimento e pagamento. Esse crescimento é reflexo da praticidade da solução que ficou evidente no processo de digitalização que já estava acontecendo no País, e que se intensificou devido ao isolamento social ocasionado pela pandemia, nos últimos dois anos. A busca por crédito e por serviços financeiros digitais sem taxas também têm aumentado e chamado a atenção de ainda mais clientes e empreendedores que buscam praticidade”, explica.

Atenta aos benefícios que o sistema instantâneo de transferências bancárias tem trazido para o dia a dia dos usuários, tanto para o cliente final, quanto para o pequeno empreendedor, que em muitas vezes é o responsável por gerenciar sozinho o seu próprio negócio, a Neon disponibilizou em junho deste ano, por meio da MEI Fácil, plataforma digital da fintech para microempreendedores, o Pix Cobrança, uma solução de recebimento imediato para o público e alternativo ao boleto bancário.

Inserido pelo Banco Central, o Pix Cobrança possibilita que lojistas, fornecedores, entre outros demais prestadores de serviço possam realizar e receber transações compensadas em até dez segundos, nos 7 dias da semana. “Além de possibilitar que o comerciante ofereça prazos e tenha a compensação do recebimento na hora e até mesmo aos finais de semana, o Pix Cobrança também se mostra como um forte aliado para a gestão financeira do empreendedor, um dos principais pontos que reforçamos por meio de soluções MEI Fácil da Neon, pois, permite que o empreendedor tenha controle dos valores, datas dos vencimentos do que tem a receber e inclua multas, se achar necessário. A solução também disponibiliza a função régua de cobrança, que comunica para o cliente, a emissão, pagamento e vencimento do Pix Cobrança, evitando ter que cobrar o cliente de forma manual”, afirma Salem.

O Pix Cobrança da Neon está disponível para lojas físicas e online, com disponibilidade para realizar e receber transações 24 horas por dia, 7 dias na semana. Para mais informações, acesse: blog.meifacil.com/financas/pix-cobranca/.

Ponte
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