Ideia simples e barata garante o acesso ao lazer e cultura na periferia de SP
Moradores das zonas sul e leste da capital paulista transformam becos, vielas e escadões em áreas de lazer e cultura
No Jardim São Luiz, zona sul de SP, o projeto Parque de Quebra transformou um escadão com brinquedos e cultura, promovendo lazer acessível para 3 mil pessoas. A ideia, feita com apoio da comunidade, já inspira outras quebradas, mostrando o poder das vielas como espaços de convivência.
São Paulo é cheia de vielas e escadões. Em um deles, no Jardim São Luiz, zona sul da capital, a instalação de brinquedos, como escorregador, e a realização de atividades culturais, como circo, mostra que uma intervenção pontual pode ser suficiente para garantir o acesso ao lazer e cultura na quebrada.
Desde 2016, no escadão do Jardim São Luiz, foram realizados mais de cem eventos culturais para a vizinhança, impactando cerca de 3 mil pessoas. Não é show da Lady Gaga, nem precisa ser.
O Parque de Quebra garante o acesso ao lazer e cultura na porta de casa. Não precisou ser construído nenhum megaparque, distante, que exige transporte para ir e voltar, cobra estacionamento, fora as mil coisas caras que as crianças pedem.
No Jardim São Luiz, as crianças desenharam o parquinho e a galera fez o corre para materializar os desejos. Moradores e integrantes do coletivo Circo de Québra instalaram escorregadores e outros brinquedos de parque infantil, fizeram hortinha comunitária, grafitaram o pico.
“As vielas são pontos de convivência e o projeto reforça a potencial função social desses espaços, tornando o ambiente mais acolhedor e divertido”, diz Wandré Gouveia, fundador do Circo de Québra, que propôs o projeto.
A proposta inspirou moradores de outras comunidades, como a viela da Travessa Inácio Martins de Santana, na Cohab 2, em Itaquera, zona leste de São Paulo. Daqui a pouco, ao invés de descer uma escadaria, quem quiser pode deslizar por um escorregador, como já fazem na zona sul.
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