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Você separa no lixo, mas estes 5 itens não costumam ser reciclados

Isopor, blisters de remédios, embalagens metalizadas, caixas de pizza e espelhos enfrentam obstáculos que dificultam o reaproveitamento

3 set 2026 - 20h28
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Resumo
Embora pareçam recicláveis, itens comuns como isopor, embalagens metalizadas, cartelas de remédio, caixas de pizza engorduradas e vidros temperados ou espelhos costumam virar rejeito. O reaproveitamento desses materiais é dificultado pela mistura de componentes, contaminação orgânica ou inviabilidade logística e econômica. Especialistas alertam que a reciclagem depende da estrutura local e recomendam reduzir o consumo de descartáveis e optar por embalagens simples e de material único.

Separar o lixo reciclável em casa é uma atitude importante, mas isso não significa que tudo o que vai para a coleta seletiva será realmente reaproveitado. Segundo especialistas ouvidos pelo portal 'Casa e Jardim', a reciclagem depende de fatores como composição do material, contaminação, logística e existência de um mercado interessado em comprá-lo. Por isso, alguns objetos que parecem recicláveis acabam descartados como rejeitos. Entre eles estão itens bastante comuns na rotina doméstica e que muitas pessoas colocam na coleta seletiva sem saber das limitações.

Alguns materiais parecem recicláveis, mas enfrentam obstáculos que dificultam seu reaproveitamentoAlguns materiais parecem recicláveis, mas enfrentam obstáculos que dificultam seu reaproveitamento
Alguns materiais parecem recicláveis, mas enfrentam obstáculos que dificultam seu reaproveitamentoAlguns materiais parecem recicláveis, mas enfrentam obstáculos que dificultam seu reaproveitamento
Foto: Canva / Bons Fluidos

1. Isopor

O isopor, também chamado de EPS, até possui possibilidade técnica de reciclagem. Na prática, porém, o material costuma enfrentar dificuldades porque é muito leve, ocupa bastante espaço e precisa de grande volume para tornar o transporte e o processamento economicamente viáveis. Assim, poucas empresas se interessam pelo material e sua reciclagem varia de acordo com a estrutura existente em cada cidade. O portal cita 'Arujá', em São Paulo, e Florianópolis, em Santa Catarina, como exemplos de locais que contam com iniciativas capazes de receber esse resíduo.

2. Embalagens metalizadas

Sabe aquele pacote de salgadinho ou biscoito que parece ter uma camada de alumínio? Esse tipo de embalagem costuma combinar plástico e metal em uma estrutura difícil de separar. Por causa dessa mistura, a reciclagem convencional encontra uma barreira técnica. Dessa maneira, mesmo que a embalagem tenha o símbolo de reciclagem, isso não significa que ela será efetivamente reaproveitada. O símbolo indica o material utilizado, mas não garante a existência de uma cadeia de reciclagem disponível.

3. Cartelas de medicamentos

As cartelas conhecidas como blisters também entram nessa lista. Elas geralmente combinam plástico e metal, o que dificulta a separação dos componentes durante o processo de reciclagem. Por isso, colocar esse material junto de embalagens plásticas comuns não garante seu reaproveitamento. Além da composição, a disponibilidade de tecnologia e de empresas interessadas no resíduo influencia diretamente seu destino.

4. Caixas de pizza engorduradas

Nem todo papel deve ir automaticamente para a coleta seletiva. Quando a caixa de pizza apresenta manchas de gordura ou restos de comida, a contaminação compromete as fibras e impede o processo convencional de reciclagem. O mesmo princípio vale para outros papéis muito sujos ou contaminados. Por isso, antes de separar uma embalagem, é importante observar suas condições e retirar partes limpas que possam seguir para a reciclagem.

5. Espelhos e vidros temperados

Apesar de terem aparência semelhante à do vidro comum, espelhos e vidros temperados possuem composição diferente. Essa característica impede que eles sigam exatamente o mesmo processo utilizado na reciclagem dos recipientes de vidro convencionais. Por isso, colocar um espelho quebrado ou um pedaço de vidro temperado junto das garrafas e potes pode contaminar a carga e dificultar o trabalho de triagem.

Afinal, o que fazer com esses materiais?

A reciclagem não depende somente da boa vontade do consumidor. Um material pode ser tecnicamente reciclável e, ainda assim, não encontrar compradores, tecnologia acessível ou estrutura suficiente na região onde foi descartado. Por isso, a primeira atitude está antes mesmo da lixeira: reduzir o consumo de descartáveis e escolher produtos com embalagens mais simples, de preferência feitas de um único material. Quando o descarte for necessário, vale consultar as orientações da coleta seletiva local. Dessa forma, separar corretamente continua sendo importante, mas consumir menos e escolher materiais com maior possibilidade de reaproveitamento também faz parte de uma rotina mais sustentável.

Bons Fluidos
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