Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
REPRISE
Cientistas, educadores e pensadores debatem sobre o futuro do planeta; assista
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Saúde sexual vai além da prevenção: especialista aponta 5 cuidados importantes

Dor, pressão por desempenho e dificuldade para estabelecer limites também merecem atenção quando o assunto é sexualidade

3 set 2026 - 21h40
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A saúde sexual vai além do uso de métodos contraceptivos e da prevenção de ISTs, envolvendo bem-estar físico e emocional. O especialista Januário Mourão aponta cinco cuidados essenciais: não naturalizar dores durante o sexo, desenvolver o autoconhecimento corporal, rever cobranças excessivas de desempenho masculino, comunicar limites com consentimento mútuo e buscar informações em fontes confiáveis. Uma visão ampla da sexualidade promove prazer e relações mais conscientes e saudáveis.

Preservativos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e métodos contraceptivos são fundamentais para a saúde sexual, mas não resumem todos os cuidados necessários. Conhecer o próprio corpo, lidar com expectativas sobre o sexo e estabelecer limites também contribuem para o bem-estar.

Dor, pressão por desempenho e dificuldade para estabelecer limites também merecem atenção quando o assunto é saúde sexual
Dor, pressão por desempenho e dificuldade para estabelecer limites também merecem atenção quando o assunto é saúde sexual
Foto: Canva Equipes/kasparsgrinvalds / Bons Fluidos

O assunto ganha destaque em 4 de setembro, Dia Mundial da Saúde Sexual. Para o especialista em Sexologia e Sexualidade Januário Mourão, à frente do projeto 'Prazer! Te conhecer', informações confiáveis ajudam a reconhecer problemas e a questionar mitos que ainda influenciam a vida sexual. Por isso, o profissional traz cinco orientações que vão além da proteção e influenciam diretamente o prazer e o bem-estar nos momentos íntimos.

1. Não naturalizar a dor durante o sexo

Dor durante a relação sexual merece atenção e não deve ser tratada automaticamente como algo normal. Ainda assim, conforme ressalta o especialista, muitas mulheres acabam aceitando o desconforto sem investigar suas causas.

Mourão relaciona esse comportamento ao pouco conhecimento sobre o próprio prazer e à educação sexual que prioriza a satisfação do parceiro. Quando a mulher não reconhece o que lhe proporciona prazer ou incômodo, fica mais difícil comunicar limites e buscar ajuda.

2. Conhecer o próprio corpo e o próprio prazer

O autoconhecimento, por outro lado, ajuda a identificar preferências, sensações e limites. Também facilita a percepção de mudanças na resposta sexual e a comunicação sobre o que proporciona prazer ou desconforto.

Entre as dúvidas que chegam ao especialista estão dificuldade para atingir o orgasmo, diferenças de desejo no relacionamento e desconhecimento sobre zonas erógenas. "Muitas mulheres aprendem a cuidar do prazer do outro, mas não a reconhecer, comunicar ou priorizar o próprio prazer", afirma.

3. Rever cobranças relacionadas ao desempenho

Tamanho do pênis, duração da relação e desempenho ainda estão entre as principais preocupações dos homens. Essas cobranças podem reforçar uma ideia de masculinidade associada à necessidade de aprovação e de corresponder a determinados padrões.

Segundo Mourão, a ansiedade provocada por essas comparações pode contribuir para dificuldades como a disfunção erétil, por exemplo. O receio de não atender às expectativas aumenta a pressão durante o sexo e pode afetar o bem-estar.

4. Estabelecer e comunicar limites

Consentimento faz parte da saúde sexual. Cada pessoa precisa conseguir expressar desejos e recusas, enquanto a outra deve respeitar esses limites. Medo, constrangimento e pressão não são componentes inevitáveis de uma relação. Reconhecer essas situações ajuda a identificar experiências prejudiciais e a procurar apoio quando necessário.

5. Buscar respostas em fontes confiáveis

Nas redes sociais, relatos pessoais e informações sem respaldo muitas vezes aparecem como se fossem regras gerais. Por isso, Mourão defende uma educação sexual baseada em conhecimento científico e presente em diferentes fases da vida. Para ele, esse trabalho não deve se limitar à prevenção de ISTs e da gravidez, mas também abordar corpo, prazer, consentimento, relacionamentos e limites.

"Quando conseguimos falar sobre sexualidade com informação e responsabilidade, também criamos condições para relações mais conscientes, seguras e saudáveis", afirma.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra