Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

vc repórter: por casas e Boca, bairro é o mais visitado em Buenos Aires

21 out 2011 - 12h34
Compartilhar

Localizado na região costeira de Buenos Aires, o bairro de La Boca era, até o começo do século 20, a única entrada via porto da cidade. Lá, inclusive, a história da fundação do Boca Juniors, um dos maiores clubes argentinos, ocorreu, com seus fundadores observando o primeiro navio que atracasse para escolher as cores do novo time. Hoje, defasado, La Boca pode não ser mais a porta de entrada da capital argentina, mas ainda é um dos locais mais procurados por turistas.

La Boca é um bairro conhecido por suas casas coloridas, pintadas assim desde o início do século 20
La Boca é um bairro conhecido por suas casas coloridas, pintadas assim desde o início do século 20
Foto: Getty Images

Uma das principais atrações são as casas de diferentes cores que a região possui. A história colorida de La Boca começou com os imigrantes italianos que lá chegaram no início do século passado. Ao começarem a construir suas moradias, pintavam-nas com as sobras de tinta dos barcos que chegavam ao porto. Assim, casas e mais casas laranjas, verdes, vermelhas, azuis, amarelas e de outras cores fortes surgiram.

A rua mais famosa é a Caminito, em que, além das cores, artistas colaboram com a paisagem vendendo quadros e souvenires com alusão ao tango e ao bairro na rua. Tem apenas 100 m de extensão, mas abriga murais, obras de cerâmica, edifícios pintados das mais diferentes maneiras, e também conserva os paralelepípedos na via, que dá um ar bucólico ao local.

O turista que passar por La Boca também poderá observar o rio Riachuelo, casa do antigo porto de Buenos Aires - hoje poluído -, a Vuelta de Rocha, praça com forma de barco, a antiga ponte de ferro, não mais utilizada, e diversos restaurantes e cafés.

O interessado pela parte religiosa do local pode sair da Caminito e se dirigir à rua Olavarria, bem próxima, em que se encontra a igreja San Juan Evangelista, construída no final do século 19. Nesta rua, também, se encontram artistas que cantam ao ar livre tangos, sempre fantasiados de personagens da história argentina. Casais aproveitam para dançar ao som do estilo tradicional do país.

Continuando com sua forte veia artística, são três os museus da região. O Museu Histórico de Cera de La Boca abriga estátuas de múmias, por exemplo. No Museu de Belas Artes encontram-se as obras de Benito Quintela Martín, famoso pintor local. Completa o trio a Fundação Proa, com espaço para a arte contemporânea.

A última atração do bairro é a sede do Boca Juniors, que divide com o River Plate a maioria da torcida da Argentina. La Bombonera, o imponente estádio, é motivo de preocupação de todos os times brasileiros quando precisam enfrentar o Boca nas competições sul-americanas.

Com as cores da bandeira da Suécia, país do primeiro navio que atracou em La Boca quando os fundadores do clube queriam escolher as cores do novo time, o Boca Juniors também oferece aos turistas seu museu.

Além das relíquias do clube, como suas seis Taças Libertadores e as homenagens a Diego Maradona, certa camisa chama a atenção de quem passa. É uma camisa número 10 do Santos, de Pelé, usada na histórica vitória santista na final da Libertadores de 1963, a primeira vez que o Boca foi derrotado por um clube brasileiro em seu estádio. Apenas em 2003 o fato se repetiria, com o Paysandu conseguindo a proeza.

O internauta Ivan Aguirra, de São Paulo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

vc repórter
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra