México reúne tesouros maias e da arte moderna; veja 85 fotos
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A capital do México é a cidade mais antiga das Américas. Fundada em 1325 pelos astecas, em seus quase 700 anos a metrópole acumulou muitas histórias, reuniu muitos povos, e, não à toa, se tornou um dos centros culturais mais ricos do mundo. Em suas ruas, praças, prédios, museus e parques é possível encontrar verdadeiros tesouros tanto das antigas civilizações que viveram no México, como maias e astecas quanto de artistas modernos, como os muralistas do começo do século 20. Acima, as peças encontradas na tumba de Kihnich Janaab Pakal, rei maia da cidade de Palenque, hoje guardadas no Museu Nacional de Antropologia.
Foto: Creative Commons
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A capital do México é a cidade mais antiga das Américas. Fundada em 1325 pelos astecas, em seus quase 700 anos a metrópole acumulou muitas histórias, reuniu muitos povos, e, não à toa, se tornou um dos centros culturais mais ricos do mundo. Em suas ruas, praças, prédios, museus e parques é possível encontrar verdadeiros tesouros tanto das antigas civilizações que viveram no México, como maias e astecas quanto de artistas modernos, como os muralistas do começo do século 20. Acima, as peças encontradas na tumba de Kihnich Janaab Pakal, rei maia da cidade de Palenque, hoje guardadas no Museu Nacional de Antropologia.Foto: Creative Commons
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O Museu Nacional de Antropologia é o mais importante do México e um dos mais impressionantes da América Latina. A instituição reúne o mais completo acervo de peças arqueológicas das antigas civilizações que habitaram o México e partes da América Central. Recebe mais de 2 milhões de visitantes por anoFoto: Kornemuz / Creative Commons
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A instituição reúne a mais completa coleção de peças arqueológicas maias, incluindo o Disco de Chinkultik (acima), peça que revela como esse povo realmente utilizava seu calendárioFoto: Creative Commons
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A peça mais famosa do acervo do museu é a Pedra do Sol, uma escultura de três metros de altura que revela como os astecas registravam a passagem do tempo. Esse sistema era praticamente igual ao calendário utilizado pelos maias, por isso muitas vezes o objeto é atribuído ao povo erradoFoto: Creative Commons
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Ao contrário do que muita gente pensa, maias e astecas não foram as únicas civilizações que se desenvolveram na região do atual México antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Esta estátua é uma representação da deusa Chalchiutlicue, cultuada em Teotihuacan, cidade-Estado habitada entre os séculos 1 a.C. e 7 d.C. por um povo considerado ancestral dos astecasFoto: Creative Commons
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Esta impressionante escultura de mais de 4 metros de altura é a representação de um guerreiro tolteca, civilização que habitou o centro do México entre os séculos 10 e 12 d.C.Foto: Olivier Bruchez/ Creative Commons
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Os astecas costumavam organizar uma sacrifício ritual dos inimigos derrotados em combate. As cenas gravadas na lateral desta escultura, chamada Pedra de Tizoc, mostram como era realizada essa cerimônia, na qual o guerreiro vencido e indefeso era lançado em uma espécie de arena de gladiador onde tinha que enfrentar um soldado asteca fortemente armado. Detalhe: a peça foi encontrada em uma escavação realizada em pleno centro histórico da Cidade do MéxicoFoto: Brisa Araujo
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Os maias praticavam um jogo de bola ritual, no qual duas equipes se enfrentavam em uma espécie de quadra e o objetivo era fazer a bola passar por um dos círculos que ficavam nas laterais. Esta é uma réplica de um campo que fica dentro do Museu Nacional de AntropologiaFoto: Brisa Araujo
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Mais uma escultura maia, esta é uma miniatura de apenas 22cm de altura que representa, provavelmente, um governante sentado sobre seu trono circularFoto: Olivier Bruchez/ Creative Commons
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O museu cobre uma área de 79.700 metros quadrados e tem 23 salas de exposição espalhadas por três grandes pavilhões (um à esquerda, outro à direita e um terceiro ao fundo)Foto: Creative Commons
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O Museu do Palácio Nacional de Belas Artes reúne algumas das principais obras dos pintores muralistas, como Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco, que na primeira metade do século 20 colocaram o México no mapa da arte mundialFoto: Shutterstock
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O Palácio de Belas Artes começou a ser construído em 1904, para ser uma casa de espetáculos no estilo das óperas europeias. As obras, no entanto, foram interrompidas pela Revolução Mexicana de 1910 e o estabelecimento só foi inaugurado em 1934. Na década de 1940, passou a abrigar também um museu onde estão algumas das obras-primas da arte mexicana modernaFoto: Creative Commons
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O mais famoso dos pintores muralistas mexicanos foi Diego Rivera, que pintou esse enorme painel chamado O homem na encruzilhada, no qual retratou importantes acontecimentos do começo do século 20, como a Revolução RussaFoto: Creative Commons
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Rivera também registrou muitas das tradições de seu país, como no mural Carnaval da vida mexicanaFoto: Creative Commons
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Outro nome fundamental do muralismo mexicano foi o de José Clemente Orozco, que pintou, entre outras, a obra acima, chamada CatarseFoto: Creative Commons
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Os muralistas mexicanos foram artistas muito antenados com seu tempo. Neste mural, chamado Vítimas do fascismo, David Alfaro Siqueiros retratou a brutalidade das ideologias tolitárias que se espalharam pela Europa na década de 1930Foto: Creative Commons
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As obras dos muralistas não estão só nos museus da Cidade do México. Este painel de Diego Rivera, por exemplo, decora uma das paredes internas do Palácio Nacional, sede do governo mexicanoFoto: Creative Commons
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Além dos murais em seu interior, o Palácio Nacional se destava por sua bela arquitetura histórica. O prédio começou a ser construído em 1522 e passou por inúmeras reformas desde entãoFoto: Kitty Meets Goat/Creative Commons
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A sede do Executivo mexicano fica na atual Praça da Constituição, também conhecida como Zocalo. Localizada no coração da Cidade do México, é uma das maiores praças do mundoFoto: Omar Omar/Creative Commons
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Os muralistas mexicanos se inspiravam muito no passado pré-colonial do México. Por isso, Diego Rivera criou um museu para guardar as peças pré-hispânicas que reuniu durante a vida. A iniciativa deu origem ao Museu Anahuacalli, localizado no bairro de Coyoacán, no sul da Cidade do MéxicoFoto: Museu Anahuacalli/Divulgação
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Todo construído com pedras vulcâncias pretas e só foi concluído após a morte de RiveraFoto: Museu Anahuacalli/Divulgação
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O Museu Anahuacalli reúne 60 mil peças pré-hispânicas, todas saídas da coleção pessoal de Diego de RiveraFoto: Museu Anahuacalli/Divulgação
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Rivera formou um dos mais famosos casais da arte do século 20 com a pintora Frida Kahlo, outro expoente da cultura mexicanaFoto: Creative Commons
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Uma das visitas obrigatórias para os amantes da arte na Cidade do México é a Casa Azul, onde Frida Kahlo viveu toda sua vidaFoto: Museu Frida Kahlo/Divulgação
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Em 1958, após a morte da pintora, Diego Rivera doou o imóvel para que ele se tornasse um museu dedicado à obra de Frida KahloFoto: Museu Frida Kahlo/Divulgação
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A decoração da casa segue o estilo das pinturas de FridaFoto: Museu Frida Kahlo/Divulgação
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O imenso campus da Universidade Autônoma do México (Unam) tem muitos de seus prédios decorados pelos famosos artistas muralistas mexicanos, como Juan O´Gorman, que assina a arte no prédio da Biblioteca Central. Em 2007, a cidade universitária foi declarada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, o que se explica pela bela arquitetura e pela diversidade de atrações culturais e esportivas que ofereceFoto: Maximiliano Monterrubio/Wikicommons
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O mural de Juan O´Gorman cobre todo o prédio, e cada uma de suas faces representa um tema. A norte é o passado pré-hispânico; a sul, o passado colonial; a leste é o mundo contemporâneo e a oeste é a universidade e o México modernoFoto: Creative Commons
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Já o prédio da reitoria apresenta obra feita pelo também consagrado David Alfaro SiqueirosFoto: Régis Lachaume/Wikicommons
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O prédio da reitoria já seria bonito apenas por sua arquitetura, mas a arte de Siqueiros, presente em várias partes da construção, acrescentam ainda mais beleza ao edifícioFoto: Maximiliano Monterrubio/Wikicommons
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Os murais têm presença marcante nos prédios do campus da UnamFoto: Abel Pardo López/Creative Commons
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Os murais impressionam tanto por suas formas como por seus tamanhosFoto: Creative Commons
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Já o imponente Estádio Olímpico Universitário, também dentro do campus, foi palco para as Olimpíadas de 1968 e para a Copa do Mundo de 1986Foto: Eneas de Troya/Creative Commons
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Além de receber jogos do Pumas, um dos times de futebol mais tradicionais do México e que é ligado à Unam, o estádio ainda tem um enorme mural de Diego Rivera, um dos principais muralistas mexicanosFoto: Running Toddler/Wikicommons
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Não é só a arte muralista que tem destaque no campus...Foto: Abel Pardo López/Creative Commons
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...quem caminha pela Unam também se depara com outras peças surpreendentes de artes plásticasFoto: Abel Pardo López/Creative Commons
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Além das obras externas, a Unam também traz arte em espaços mais tradicionais, como o Museu Universitário de Arte Contemporânea, inaugurado em 2008, e espaço para o que de mais importante as artes plásticas mexicanas têm produzido desde o século XXFoto: Lin Mei/Creative Commons
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De dia ou de noite, o prédio da Biblioteca Central da Unam impressiona com sua decoração originalFoto: Shutterstock
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O Castelo de Chapultepec foi construído no século 18 para ser a casa de campo dos vice-reis espanhóis que governavam o México colonial. A obra foi encomendada pelo vice-rei Bernardo Galvés e teve início em 1785. Atualmente abriga o Museu Nacional de HistóriaFoto: ConstantineD / Creative Commons
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Interior do Castelo de Chapultepec, com vitrais da época da colonização espanhola. O edifício reúne pinturas, móveis e objetos de vários períodos, desde a época asteca até a atualidadeFoto: Enrique Vázquez / Creative Commons
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Em frente à construção fica o jardim do Castelo de ChapultepecFoto: Pedro Angeles / Creative Commons
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O Castelo e o jardim ficam no Parque de Chapultepec, maior parque urbano das AméricasFoto: Shutterstock
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Estátua do imperador Carlos V da Espanha em frente ao Museu Nacional de Arte, no centro histórico da Cidade do México. O museu reúne obras produzidas desde o século 16 até o início do século 20Foto: Shutterstock
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Nenhum lugar da Cidade do México sintetiza melhor a história do país do que a Plaza de las Tres Culturas, que reúne construções dos períodos pré-colonial, colonial e republicanoFoto: Shutterstock
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Erguida pelos espanhóis sobre os escombros da capital asteca, a Cidade do México ainda preserva resquícios de antigas civilizações, como na Plaza de las Tres CulturasFoto: Shutterstock
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A Plaza de las Tres Culturas tem este nome por reunir construções erguidas pelos astecas, por espanhóis e pelos próprios mexicanos, após a independênciaFoto: Shutterstock
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O local foi palco de uma batalha sangrenta entre espanhóis e astecas em 13 de agosto de 1521Foto: Shutterstock
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Alguns edifícios da praça foram danificados por um grande terremoto que atingiu a cidade em 1985Foto: Shutterstock
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Ruínas do Templo Mayor da antiga capital asteca. O sítio arqueológico foi descoberto na década de 1970, nos arredores do atual Zocalo, no centro histórico da Cidade do MéxicoFoto: Shutterstock
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No passado, o templo recebia oferendas sagradas e abrigava restos funeráriosFoto: Shutterstock
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Criado em 1952 pela bailarina Amalia Hernández, o Balé Folclórico do México é uma companhia de dança baseada na Cidade do México que há 60 anos viaja o mundo com um espetáculo que conta a história do país por meio de 60 coreografias (a maioria inventada pela própria Amália). Os bailarinos levam ao palco desde danças inspiradas nas tradições indígenas do período pré-hispânico até encenações de passagens da Revolução Mexicana de 1910, com direito aos tradicionais mariachis. O grupo se apresenta todas as quartas-feiras e domingos no Palácio de Belas Artes, na capital mexicana. Endereço: Avenida Hidalgo, 1, Centro. Tel.: 00xx 52 55 5512.2593. Entrada: R$ 150Foto: Angelica Portales/Creative Commons
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As danças do espetáculo apresentam diversos aspectos do folclore mexicanoFoto: Angelica Portales/Creative Commons
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Amália se inspirou em técnicas de dança clássica e moderna para criar as coreografiasFoto: Luz María Nieto Caravio/ Creative Commons
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O show é realizado no Palácio de Belas Artes, o teatro mais importante do paísFoto: Brenda Castro/Creative Commons
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Dança jarana yucateca, originária da Península de Yucatán, uma das mais tradicionais do MéxicoFoto: Luz María Nieto Caravio/ Creative Commons
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Na jarana yucateca os casais dançam entre si e fazem coreografias rápidasFoto: Luz María Nieto Caravio/Creative Commons
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Algumas coreografias do Balé Folclórico contam a história da Revolução MexicanaFoto: Esteban/Creative Commons
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Um dos destaques do espetáculo são os figurinos coloridosFoto: Brenda Castro/Creative Commons
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Espanha, Colômbia e Portugal são alguns dos países onde o balé criado por Amalia já se apresentouFoto: Brenda Castro/Creative Commons
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O Balé Folclórico do México tem se apresentado por seis décadas e é considerado uma das manifestações culturais mais expressivas do paísFoto: Angelica Portales/Creative Commons
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Música, coreografia e folclore se unem para criar um emocionante espetáculo de dança...Foto: Antonio SM_V/Creative Commons
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...e, como não poderia deixar de ser, os mariachis marcam presença em algumas coreografiasFoto: Antonio SM_V/Creative Commons
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O Balé Folclórico ganhou maior destaque a partir de 1959, quando se apresentou nos Jogos Pan-americanos de ChicagoFoto: Brenda Castro/Creative Commons
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A riqueza da cultura mexicana não está só nos grandes museus ou espetáculos. Algumas das manifestações mais importantes da arte popular mexicana se expressam nas ruas. É o que acontece, por exemplo, no Dia dos Mortos, entre 1º e 2 de novembro, quando as pessoas fazem máscaras de caveira (acima), pintam o rosto e se fantasiam de morte. Na celebração, acredita-se que os mortos têm permissão divina para visitar os parentes por isso, os mexicanos enfeitam as casas com flores, velas e até preparam a comida preferida dos que já partiramFoto: Shutterstock
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Acredita-se que, entre 1º e 2 de novembro, os mortos têm permissão divina para visitar os parentesFoto: tipograffias / Shutterstock
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A origem da comemoração está ligada a tradições astecas, maias e de outras civilizações antigasFoto: tipograffias / Shutterstock
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Além do México, o Dia dos Mortos é lembrado na América Central, nos Estados Unidos e no Brasil (Dia de Finados)Foto: tipograffias / Shutterstock
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La Catrina (ao centro), personagem criado pelo cartunista José Guadalupe Posada, é uma das figuras mais populares do Dia dos MortosFoto: tipograffias / Shutterstock
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A tradição foi tombada pela Unesco como Patrimônio da HumanidadeFoto: Shutterstock
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Durante as comemorações pequenas caveiras ficam expostas à venda nas ruas da Cidade do MéxicoFoto: Shutterstock
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Antigamente, o festival que leva caveiras à rua era celebrado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agostoFoto: tipograffias / Shutterstock
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Máscaras de caveiras expostas na Cidade do México para celebrar o dia de finadosFoto: tipograffias / Shutterstock
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Casas ganham flores e tons coloridos no Dia dos MortosFoto: Shutterstock
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Visitar a Cidade do México e não ouvir uma bela serenata dos mariachis locais é como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor. Parte da cultura mexicana, os grupos de músicos se concentram principalmente na Plaza Garibaldi, onde são contratados por casais para cantar. Ali, a música pode sair por 50 pesos ou mais. Quantas pessoas formam um grupo? Não importa. O que vale mesmo é ouvir e curtir a músicaFoto: Getty Images
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Mariachis em festival na Cidade do México. Crianças e mulheres também participam da festaFoto: Getty Images
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Acredita-se que esse tipo de grupo musical tenha surgido no estado de Jalisco, no oeste mexicanoFoto: Getty Images
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A música dos mariachis transformou-se numa expressão de patriotismo no paísFoto: Getty Images
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Os músicos estão sempre prontos para fazer uma serenata na cidade mexicanaFoto: Getty Images
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No começo, os mariachis não tinham nenhuma instrução musical. Tocavam com o coração, como dizem os mexicanosFoto: Getty Images
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Violão, trombeta e violino são os principais instrumentos utilizados pelos gruposFoto: Getty Images
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Antes de ganharem as ruas, os músicos chegaram a cantar em igrejasFoto: Getty Images
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A harpa também é utilizada por alguns mariachisFoto: Getty Images
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Na Cidade do México, os músicos ficam em praças e igrejas à espera de gente que os contrateFoto: Getty Images
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A maioria dos mariachis de hoje veste roupas pretas ou brancasFoto: Shutterstock
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Turista se diverte com os tradicionais músicos mexicanosFoto: Getty Images
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