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Tóquio: a metrópole futurista que o século XX sonhou

1 out 2009 20h34
| atualizado em 2/10/2009 às 11h17
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Com seus 12,8 milhões de habitantes, Tóquio, capital do Japão, encarna a fantasia futurista de todo o século XX. Seus prédios são modernos e altos, espalhados em ruas estreitas, densamente povoadas, ou entre avenidas cheias de cartéis luminosos. A frota de carros tem design arrojado e as multidões andam com celulares, fones de ouvido e roupas sintéticas.

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Isso tudo faz de Tóquio, a cidade situada na ilha Honshu, a maior de um arquipélago, a materialização do que sonhavam os escritores e cineastas de ficção científico. Só que como contraponto, estão os vários edifícios históricos, oriundos do estilo rikyu, que remontam às tradições arquitetônicas budistas e que se tornaram modelos para as habitações particulares. Há muitas destas construções preservadas. A cidade é isso: o encontro do ultra novo e do arcaico, em todas as suas formas.

Uma visita a Tóquio não pode deixar de fora o mercado de peixes Tsukiji, amplo e bem cheio, e o bairro de Ginza, lugar elegante, onde há muitas lojas e shopping centers.

Também exige uma visita o bairro de Harajuku, com a Omotesando-dori, a chamada Champs Elisées japonesa, com suas lojas de grifes e gente descolada. Já o Bairro de Akihabara é o centro dos eletrônicos, e próximo à estação de metrô de Shinjuku, a maior da cidade, a noite é uma ampla opção de bares temáticos. Dá pra fazer uma peregrinação por eles.

Existem também os edifícios históricos, como o do Museu Nacional de Tóquio, composto de cinco grandes construções: Hyokeikan (1908), Honkan (1937), Toyokan (1968), Heiseikan e o Horyuji (ambos em 1999). Neles estão obras arqueológicas, esculturas japonesas e acervo digital.

Como passeio extra, a ilha de Odaiba, uma espécie de cidade futurística, com edifícios revestidos de aço, imensos painéis eletrônicos e uma monumental roda gigante. Pode-se passear pelos deques da Tokyo Joypolis, onde há músicos de jazz, pintores, quiosques de comida e o visual da Rainbow Bridge.

Mas sem dúvida o cartão postal é a Torre de Tóquio. Inaugurada no dia 23 de dezembro de 1958, a Tokyo Tower possui 333 metros de altura, nove a mais que a torre Eiffel, em Paris. Fica no Chiba Park, e bem abaixo da torre existe um museu, lojas, restaurantes e quiosques de venda de ingressos para os observatório situados a 150 metros e a 250 metros de altura.

Tóquio oferece a riqueza de sua gastronomia típica. Há, claro, os conhecidos tempura (frituras de pescados, marisco ou verduras), sushi e sashimi. Mas não é tudo: além destes, a soba y udon (para comer com sopa), e o oden (um prato que se prepara cozinhando nabo), konnyaku (gelatina de bulbo konnyaku), ovos duros, ganmodoki (bolinhos fritos de tofu com verduras). Por fim, o kabayaki (que consiste de um pescado aberto sem espinhos, assado com salsa doce à base de salsa de soja).

Já a bebida mais famosa é o saquê (geralmente destilado do arroz), mas também existem os chás verdes, como o Gyokuro (com o melhor das colheitas, produzindo um néctar amarelo), o Matcha (usado nas cerimônias de chá), Sencha (a maioria da população o toma), além dos Houjicha (chá verde torrado), o Genmancha (com grãos de arroz torrado e pipoquinha) e o Mugicha (com infusão de cevada).

Tóquio, conhecida enquanto tal, data de 1868, na restauração Meiji, através do Imperador Mitsuhito. Antes disso, a cidade (tecnicamente não é uma cidade, mas uma metrópole com seus vários bairros) era conhecida como Edo, e fora estabelecida no ano de 1603 pelo shogunato Tokugawa. Até então, a capital japonesa era outra: Kioto. Quando rebatizada, Tóquio - que significa "capital do leste" - já vivia um período de mudança social do próprio Japão.

A era Meiji (1868 a 1912) ficou conhecida por representar um período de grandes mudanças na história do país. Tóquio, como capital, embarcou nestes acontecimentos, através das muitas reformas que visaram um incremento da economia, ao mesmo tempo que colocasse o Japão como sujeito equiparado às potências europeias.

Com a morte do imperador Meiji em 1912, deu início ao período Taisho (1912-1926). Nesta época, a capital viveu a sua maior calamidade pública, com o terremoto de 1923, que reduziu a população à metade. Após a crise de 1929 e a 2ª Guerra Mundial, Tóquio viveu ainda períodos difíceis, de muito desemprego e escombros e sujera nas vias públicas. Foi momento da reconstrução após 1946 que lhe conferiu o vigor que mantém até hoje.

Sobre as ruínas da cidade surgiram empresas como a Sony, a Toyota e outras que hoje são referência global. Em 1958, nasceu a Tokyo Tower, de 333 metros. Na esteira do crescimento vieram os Jogos Olímpicos, realizados em 1964, dos quais participaram 94 países, um recorde histórico. Foram nos preparativos como sede que surgiram dali o trem-bala (Shinkansen), a malha viária e os avanços tecnológicos.

Agência Andrés Bruzzone Comunicação


Fonte: Especial para Terra
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