Tailândia: conheça os perigos de um destino turístico paradisíaco

14 jul 2013
11h10
atualizado às 11h44
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A maioria dos turistas que visitam a Tailândia voltam para casa com fotos de elefantes, templos e praias de areias brancas, mas também há os que levam consigo as lembranças dos problemas pelos quais passaram devido à falta de precaução que fez com que fossem vítimas de fraudes.

Foto: Getty Images

Muitos pensam que Bangcoc e as ilhas tailandesas são mais seguras do que a maioria das grandes cidades do mundo, mas o intenso fluxo de turistas também atrai muitos ladrões e golpistas. No entorno do Palácio Real da capital tailandesa, alguns motoristas de "tuk tuk", um tipo de táxi de três rodas, mentem para os turistas dizendo que o monumento está fechado e oferecem uma rota alternativa por um "preço mínimo".

Os visitantes acreditam e aceitam entrar no pitoresco táxi que os leva a algum templo pouco conhecido e a várias joalherias e alfaiatarias, onde são atendidos por vendedores que estão determinados a não deixá-los sair sem comprar. Após dar voltas pelas congestionadas avenidas de Bangcoc, o motorista recebe dos donos das lojas - às quais levou os turistas - dinheiro ou, pelo menos, cupons válidos para abastecer o veículo. Enquanto isso, o visitante perde um dia na cidade e deixa de ver pontos turísticos realmente interessantes.

Além disso, jogar cigarros no chão resulta em uma multa de 2 mil bahts (quase R$ 145), lei que os policiais parecem aplicar apenas aos estrangeiros, especialmente europeus e americanos. Os grandes prazeres na Tailândia estão à sombra das palmeiras, nas praias de areias brancas e nas águas temperadas do Golfo ou do Mar de Andaman, onde é possível nadar e fazer mergulho. Em algumas ilhas também há a opção de fazer passeios montados em elefantes.

No entanto, a embaixada da Espanha na Tailândia adverte que as fraudes contra estrangeiros e as cobranças abusivas aumentaram em lugares como Pattaya, situada a poucos quilômetros de Bangcoc, e nas paradisíacas ilhas no sul. "É aconselhado que os turistas tomem precauções ao alugar motos, jet skis, quadriciclos e qualquer outro tipo de veículo, especialmente em Phuket, Pattaya, Ko Samui, Ko Phangan e Ko Tao", publicou em seu site o Ministério das Relações Exteriores espanhol.

A embaixada alerta sobre uma prática frequente: entregar o passaporte quando se aluga um veículo em áreas turísticas. As motos e os jet skis não costumam ter seguro obrigatório, e, por isso, alguns proprietários aproveitam para exigir "quantias abusivas no momento em que o veículo é devolvido sob o pretexto de reparar supostos danos", acrescentou a advertência de viagem.

As embaixadas costumam basear-se nos casos mais graves para redigir as advertências, embora a maior parte dos turistas tenha como únicos problemas queimaduras de sol. Krabi, com famosas praias como Al Nan e Railay, é uma das províncias no Mar de Andaman mais visitadas do país, assim como Phuket e as ilhas Phi Phi, que ficaram famosas depois do filme A Praia (2000), com Leonardo DiCaprio.

Em junho de 2012, um grupo de embaixadores de 21 países da União Europeia (UE) apresentou um comunicado conjunto para pedir às autoridades que acabem com os abusos de preços dos "tuk tuk" e outros táxis, do aluguel de motos e também com a falta de segurança na ilha de Phuket onde são registrados muitos furtos. "Os cidadãos da UE são grande parte dos turistas estrangeiros que visitam Phuket. Sua despesa per capita é alta, e resulta em uma contribuição importante para a economia local. Os turistas precisam se sentir seguros e receber um tratamento adequado", afirmou a nota.

Outros possíveis perigos estão relacionados ao consumo de drogas, por causa das duras penas e das precárias condições das prisões, além de insultos ou brincadeiras sobre a monarquia local, um delito que tem como pena de três a 15 anos de prisão. Por sorte, a maioria dos turistas só leva boas lembranças para casa. "Para mim, a Tailândia pareceu mais segura que a maioria das cidades da Espanha e da Inglaterra. Tivemos ótimas férias e só lamentamos ter de voltar", disse à Agência Efe Pedro Rueda, um turista espanhol.

EFE   

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