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Caribe

Dominicanos saem às ruas vestidos de demônio no Carnaval

24 jan 2013
07h02
atualizado às 07h02
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Comemorado no mesmo dia da independência do país, o Carnaval na República Dominicana tem início no dia 27 de fevereiro, juntamente com a quaresma. Dividida entre os festejos, a população da segunda maior ilha do Caribe não faz feio quando o assunto é a folia de Momo. Assim como no Brasil, não faltam fantasias e muita música nos desfiles de rua.

Rico em cores e detalhes, Carnaval dominicano ganha variações de acordo com a região em que é comemorado
Rico em cores e detalhes, Carnaval dominicano ganha variações de acordo com a região em que é comemorado
Foto: Shutterstock

Sendo uma das mais coloridas e alegres do país caribenho, a comemoração reúne uma variedade de personagens da expressão popular, graças à sua mistura de tradições europeias e africanas.

O personagem mais famoso é o Demônio Cojuelo de La Veja, símbolo do Carnaval dominicano. Longe de ser associada a uma figura maligna por lá, a entidade é um espírito travesso da cultura espanhola e intitula-se o inventor da arte de caráter satírico.

Faz parte da tradição investir na composição das fantasias de Carnaval. Sempre repletas de cores e detalhes, as vestes reproduzem as imagens dos personagens carnavalescos da cultura local, inclusive o Demônio Cojuelo. Pintar o corpo também é uma maneira encontrada para substituir as pesadas vestimentas.

No tão esperado dia, as principais ruas das cidades da República Dominicana ficam tomadas por grupos carnavalescos e desfiles. A festa sempre repleta de música e figurinos exuberantes, porém, ganha consideráveis variações em diferentes regiões.

A cidade La Veja, por exemplo, é mundialmente conhecida por sua animação carnavalesca. Nos domingos de fevereiro, à tarde, pessoas fantasiadas de diabos andam pelas ruas com bexigas d’água, prontas para acertar qualquer um que ouse andar nas ruas, mas respeitando quem permanece na calçada.

Já na capital Santo Domingo, o grande desfile ocorre apenas no início de março. Geralmente, a música tocada na manifestação artística é “Baila la Calle”, famoso sucesso do compositor local Luis Días. Já em Montecristi, o festejo basicamente se resume na dramatização de uma história de conflito entre touros e cidadãos. Para se protegerem das chicotadas dos civis, os fantasiados de touro usam vestes com material bastante resistente.

O Carnaval de Santiago de los Caballeros também tem suas curiosidades. Originalmente dividida por classes sociais, a cidade é palco de um simbólico conflito: quem está usando máscara de porco “enfrenta” quem tem chifres de touro em sua fantasia.

Origens africanas
A República Dominicana também tem outro tipo de Carnaval, diferente daquele que toma todas as ruas de suas principais cidades. De origem africana e sem relação direta com as datas e os costumes da ilha, a festa é mais famosa na cidade de Cabral.

Comemorado na Páscoa, o “Carnaval cimarrón” é celebrado em pontos específicos, onde ocorreram movimentos de escravos africanos, repletos de canções de protestos do povo negro na busca pela sua própria identidade. Nesta folia, as fantasias escolhidas são de personagens do folclore e da literatura, muitas vezes feitas com produtos recicláveis. 

Fonte: Agência Hélice Fonte: Terra

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