Conjunto natural dá a Guadalupe título de patrimônio mundial
10 dez
2012
- 07h30
(atualizado às 07h30)
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Destino composto por duas grandes ilhas ligadas por pontes, Guadalupe impressiona antes mesmo de o avião aterrissar. Do alto, turistas observam um imenso desenho de borboleta estampado no cristalino mar do Caribe, conquistado pela posição das ínsulas Basse-Terre e Grande-Terre. Ao desembarcar, se deparam com uma estonteante paisagem natural, parte do patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Sob controle francês desde 1635, o arquipélago - que ainda conta com as ilhotas Désirade, Santas e Marie-Galante - leva o nome do monastério de Santa Maria de Guadalupe, fundado após o descobrimento por Cristóvão Colombo, em 1493. Cerca de meio milhão de habitantes falantes de francês ajudam a movimentar a economia baseada no turismo.
Assim como Brasília, a capital na Cidade de Basse-Terre tem caráter administrativo. Localizada na parte oeste, é formada por florestas montanhosas com cachoeira e rios. Centro econômico, Pointe-à-Pitre, na região litorânea de Grande-Terre, detém a maioria do comrcio, além do porto e aeroporto da ilha.
Nessa região agitada fica Saint John Perse, hotel com 41 quartos equipados com ar condicionado, cofre, blackout e wi-fi. Diárias no local que conta com funcionários bilíngues custam a partir de 70 euros (moeda local), aproximadamente R$ 190.
Atividades aquáticas não faltam na reserva natural marinha Grand Cul-de-Sac. Embalada pelos ventos do litoral e banhada pelo sol forte, a vela entusiasma os praticantes do esporte náutico. Além disso, o refresco no mar é dado ao colocar os pés na água de cor turquesa e, depois, no mergulho que leva aos corais e esponjas.
Ao do lado da reserva fica o Parque Nacional de Guadalupe, com 43 mil hectares de floresta tropical e maciço montanhoso. A área que também é usada para cultivo de bananas, apresenta espécies imponentes de árvores como jacarandá e jatobá. Helicônias e samambaias dão o toque de sutileza do parque reconhecido em 1992 -junto com o Grand Cul-de-Sac - como patrimônio da UNESCO.
Sabores da terra
Segundo maior consumidor mundial de peixe por habitante, Guadalupe tem sua gastronomia fincada em alimentos de origem marinha. Por isso, caldo de peixe, lagostas grelhadas e fricassé de lambi fazem sucesso na mesa.
Uma das especialidades da cozinha crioula do destino, os acras - bolinhos de bacalhau fritos com tempero levemente picante e legumes - são muito populares. Na receita, o peixe dessalgado e desfiado é misturado com as cebolas picadas, pimenta Caiena, farinha, água ovo e óleo. Logo aps saírem da frigideira, são servidos com fatias de limão e molho picante, à base de tomate, gengibre e pimenta. Para acompanhar, o bom e velho rum.
A delícia é encontrada no La Mandala, restaurante localizado numa marina da zona hoteleira da ilha com ambiente tranquilo e luz baixa, que proporciona um clima romântico para os mais apaixonados.
Fonte: Agência Hélice
Fonte: Terra