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Teste inovador detecta gripe pelo paladar antes dos sintomas; entenda

Cientistas acreditam que o autoexame, responsável por provocar um sabor diferente na boca dos infectados, ajudará a evitar grandes contágios, principalmente em escolas, creches e asilos

21 out 2025 - 12h03
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A gripe é uma daquelas doenças que as pessoas só percebem quando surgem sintomas como coriza, cansaço ou febre, o que atrasa o início do tratamento e aumenta o risco de contágio. Esse cenário, contudo, pode estar prestes a mudar graças a uma inovação de pesquisadores da Universidade de Würzburg: um teste capaz de identificar o vírus influenza antes dos primeiros sinais, por meio do paladar.

Cientistas acreditam que o autoexame de gripe ajudará a evitar grandes contágios, principalmente em escolas, creches e asilos
Cientistas acreditam que o autoexame de gripe ajudará a evitar grandes contágios, principalmente em escolas, creches e asilos
Foto: Canva Equipes/pixelshot / Bons Fluidos

"Essa estratégia abre novas possibilidades para a detecção precoce e o controle da doença em todo o mundo", afirmou a chefe do Departamento de Formulação e Administração de Medicamentos da instituição, Lorenz Meinel, em um comunicado.

Conheça o autoexame para identificar a gripe

A técnica, divulgada na revista científica 'ACS Central Science', permite detectar a enfermidade a partir da molécula sensora chamada timol, que está presente na natureza em ervas como o orégano. Isso ocorre porque, ao entrar em contato com a saliva de uma pessoa infectada, ela se liga a um açúcar específico do vírus, deixando um sabor diferente na boca.

Entretanto, se o indivíduo estiver saudável, não há alteração no paladar. De acordo com os cientistas, essa inovação pode contribuir para a detecção precoce, sem depender de exames laboratoriais caros. Por isso, em parceria com a startup FlareOn Biotech, eles planejam produzir chicletes e pirulitos com o sensor, possibilitando o autoteste.

E, além da influenza, conforme relatam os estudiosos, é possível adaptar o método para identificar outros tipos de vírus e bactérias. Ademais, visando à aceitação do público, também podem ajustar o sabor produzido pelo exame, tornando-o mais agradável para as crianças.

"Para outras infecções, o componente de açúcar específico do vírus poderia ser substituído por um peptídeo específico de bactéria. A funcionalidade básica permaneceria a mesma",

apontou Meinel.

A estimativa é de que o desenvolvimento do produto ainda leve cerca de quatro anos. Quando estiver disponível ao público, contudo, os cientistas acreditam que ele poderá auxiliar principalmente em escolas, creches e asilos, garantindo o diagnóstico prévio. Dessa forma, ajudará a evitar grandes contágios e a preservar a saúde dos residentes.

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