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Tempo seco aumenta crises de enxaqueca, diz especialista

Entenda a relação dos dois e como se prevenir

20 abr 2026 - 08h00
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Especialista aponta fatores climáticos como gatilhos e destaca avanços no tratamento da doença

Caracterizado por ser uma estação de transição com tempo mais seco em grande parte do país, o Outono coloca pessoas que sofrem de enxaqueca, mais de 15% da população brasileira segundo a OMS, em alerta. Isso porque o clima seco pode funcionar como um gatilho para crises, segundo explica a neurologista Thais Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. 

Foto: Revista Malu

"O ar seco acelera a perda de líquidos pelo corpo, mesmo uma leve desidratação pode afetar o cérebro. Especialmente de quem sofre de enxaqueca que tem um cérebro mais hipersensível a esses estímulos, e desencadear uma crise", ressalta a especialista.

Relação do tempo seco com a enxaqueca

Pessoas com enxaqueca têm, naturalmente, um sistema nervoso mais sensível a estímulos ambientais,  incluindo clima, luz, sons, cheiros e até qualidade do ar. Por isso, Thais explica que o tempo seco, na maioria das vezes, vem acompanhado de alterações na pressão atmosférica. E essas variações podem afetar pessoas mais sensíveis e provocar crises. São gatilhos inevitáveis, que fogem ao alcance. 

"Evitar a exposição prolongada aos ambientes muito secos, manter a hidratação em dia e identificar outros gatilhos associados, como o estresse, por exemplo, podem ajudar a prevenir novas crises. A boa notícia é que, apesar de não ter cura, por ser uma doença genética, a enxaqueca tem controle por meio de acompanhamento especializado e tratamento adequado", orienta Thais. 

Tratamento

O Tratamento 360º é o mais indicado e consiste em uma abordagem multidisciplinar e individualizada. Os protocolos respeitam as particularidades de cada paciente e utilizam recursos modernos, como a toxina botulínica. A aplicação da substância nos nervos envolvidos bloqueia a liberação de mediadores químicos responsáveis pela transmissão da dor e da inflamação, reduzindo a excitabilidade cerebral. Outro recurso são os anti-CGRP, medicamentos injetáveis com anticorpos monoclonais que têm se mostrado altamente eficazes no controle da doença.

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