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Vírus ebola pode ressugir na África Ocidental, apontam especialistas

9 nov 2016 - 14h30
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O vírus do ebola, que matou cerca de 11 mil pessoas na África Ocidental nos últimos dois anos, poderia ressurgir na região, por isso que especialistas advertiram nesta quarta-feira sobre a necessidade de reforçar a vigilância contra a doença.

A situação epidemiológica nos países mais afetados pelo surto, Guiné, Libéria e Serra Leoa, declarados livres de ebola pela Organização Mundial da Saúde (OMS), está sob controle, avaliaram especialistas sanitários da África Ocidental durante a reunião internacional "One Health", realizada em Dacar.

No entanto, "é preciso ter cuidado e reforçar a vigilância porque, como já ocorreu anteriormente nos três países, é possível que o ebola reapareça em qualquer momento", declarou à Agência Efe Corina Monagin, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, por sua sigla em inglês).

Monagin apresentou durante a reunião o programa de pesquisa epidemiológica "Predict 2", lançado no início de 2016 nos três países considerados como a reserva natural do vírus do ebola, e no marco do qual estão analisando amostras de 54 mil animais domésticos e selvagens.

As investigações determinarão de maneira científica a dinâmica da transmissão do vírus, de animais para animais e de animais para seres humanos.

"Graças aos resultados das investigações, melhorará a estratégia para erradicar o vírus na África Ocidental", ressaltou Monagin.

O programa cientista pretende reforçar a estratégia iniciada para impedir a aparição de novos surtos, após a epidemia que castigou Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016.

"Estamos na fase inicial do programa de investigação, que consiste em uma coleta de amostras e análises. Com isso, esperamos entender melhor o modo de transmissão do vírus e como o comportamento das pessoas afeta a transmissão do nos três países", explicou.

Uma primeira fase do programa realizada em 20 países entre 2009 e 2014 tornou possível detectar 900 novos vírus transmissíveis de animais a seres humanos.

A investigação começou nos três países africanos já livres de ebola, em colaboração com seus governos e a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura, FAO.

EFE   
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