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Vacina contra herpes-zóster está associada a um menor risco de demência em idosos

26 ago 2026 - 06h55
(atualizado às 06h58)
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Resumo
Um estudo da Universidade Brown com mais de 500 mil idosos revelou que a vacina recombinante contra herpes-zóster está associada a uma redução de 24% no risco de demência em quatro anos. A incidência da doença foi de 18,8% entre vacinados contra 24,6% nos não vacinados. Os pesquisadores estimam que a imunização pode evitar um a cada 17 diagnósticos da condição, provavelmente por diminuir a neuroinflamação e os riscos vasculares decorrentes da infecção.

26 de agosto de 2026 (Bibliomed). Uma análise de mais de 500.000 beneficiários do Medicare, realizada na Universidade Brown, nos Estados Unidos, destaca que adultos mais velhos que receberam a vacina recombinante contra herpes-zóster apresentaram menor risco de desenvolver demência do que aqueles que não foram vacinados.

A vacinação foi associada a uma redução relativa de 24% no risco de demência ao longo de 4 anos, o que equivale a uma redução absoluta do risco de aproximadamente 6 pontos percentuais em comparação com indivíduos não vacinados. A associação protetora persistiu mesmo após o ajuste para uma ampla gama de fatores demográficos e de saúde, sugerindo que os resultados não foram explicados apenas por diferenças entre os grupos vacinados e não vacinados.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de solicitações de reembolso do Medicare e registros eletrônicos de saúde de idosos com 66 anos ou mais admitidos em mais de 5.500 casas de repouso nos EUA entre 2017 e 2022. Apenas 8.843 dos 509.926 participantes receberam a vacina contra herpes zoster.

Utilizando um modelo de estudo conhecido como "emulação de ensaio clínico randomizado", os pesquisadores buscaram simular as condições de um ensaio clínico randomizado o mais fielmente possível, usando dados de saúde do mundo real. Os participantes não podiam ter diagnóstico de demência e serem elegíveis para receber a vacina.

Os participantes receberam pelo menos uma dose da vacina nos 12 meses seguintes à admissão em uma casa de repouso com residentes semelhantes que não receberam a vacina. Eles foram acompanhados durante quatro anos, período no qual os indivíduos vacinados apresentaram uma redução relativa de 24% no risco de demência e uma redução absoluta de 6 pontos percentuais no risco de demência. Apenas 18,8% dos adultos vacinados desenvolveram demência, em comparação com 24,6% daqueles que não foram vacinados.

Segundo os autores, esses resultados sugerem que até um em cada 17 diagnósticos de demência poderiam ser prevenidos com a vacinação contra herpes-zóster. Eles acreditam que o fator que ela a essa redução entre os vacinados é que as infecções causam neuroinflamação e aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e a vacinação diminui esse processo.

Fonte: Annals of Internal Medicine. DOI: 10.7326/ANNALS-25-04689.

Boa Saúde
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