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Suplementos de vitamina B12 e ácido fólico podem ser essenciais para combater a fadiga crônica

26 ago 2026 - 06h58
(atualizado às 06h59)
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Resumo
Um estudo japonês com 602 adultos revelou que a deficiência de vitaminas B9 (folato) e B12 está ligada ao aumento da fadiga e à perda de motivação. Os pesquisadores usaram altos níveis do aminoácido homocisteína no sangue como indicador da falta desses nutrientes essenciais, observando que a alteração elevou o cansaço físico em homens e reduziu o ânimo em mulheres. As descobertas reforçam o impacto da dieta nos níveis de energia e sugerem que a suplementação pode combater a fadiga crônica.

26 de agosto de 2026 (Bibliomed). A fadiga crônica afeta a qualidade de vida de quem a desenvolve. Especialistas acreditam que a fadiga crônica pode, às vezes, surgir após uma infecção viral ou ocorrer após um estresse físico extremo, como uma cirurgia de grande porte. A probabilidade de ocorrer fadiga é de 2 a 4 vezes maior em mulheres do que em homens.

Um novo estudo japonês sugere que a dieta pode influenciar os níveis de energia e a motivação. A pesquisa descobriu que pessoas com níveis elevados de um biomarcador, a homocisteína, indicando deficiência de vitaminas B9 (folato) e B12, eram mais propensas a sentir fadiga ou falta de motivação do que aquelas com níveis adequados.

Os pesquisadores realizaram medições funcionais, coleta de amostras de sangue e questionários em 2.618 adultos que visitaram o Centro de Inovação em Ciências da Saúde da Universidade de Osaka, no Japão, entre abril de 2018 e março de 2020. Desses, 602 foram incluídos na análise final, após a exclusão daqueles com dados ou amostras faltantes (principalmente de homocisteína) ou que utilizavam suplementos.

A homocisteína é um aminoácido formado durante a degradação da metionina, um aminoácido encontrado em alimentos como nozes, carne bovina, carne de cordeiro, queijo, peru, carne suína, peixe, frutos do mar, soja, ovos, laticínios e feijão.

O folato e a vitamina B12 são essenciais para a degradação da homocisteína, portanto, os pesquisadores utilizaram a concentração sanguínea de homocisteína como indicador dos níveis dessas vitaminas. Os pesquisadores descobriram que, tanto em homens quanto em mulheres, níveis mais altos de homocisteína estavam associados a níveis séricos mais baixos de folato e vitamina B12.

Os autores avaliaram a fadiga e a motivação usando a Escala de Fadiga de Chalder de 14 pontos, comumente usada para avaliar a fadiga crônica, e uma escala analógica visual. Em homens, altos níveis de homocisteína foram associados a maiores pontuações de fadiga física e, em mulheres, a menores pontuações de motivação.

Os pesquisadores ressaltam que as diferenças entre os sexos, embora interessantes, devem ser interpretadas com cautela, pois as análises formais de interação entre sexo e homocisteína não foram estatisticamente significativas, sugerindo que não há evidências claras de que as associações realmente difiram entre homens e mulheres.

Fonte: Nutrients. DOI: 10.3390/nu18060941.

Boa Saúde
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