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Tenho sintomas de Covid-19, quando devo procurar um médico?

Sinais leves, mesmo em pessoas vacinadas, podem se transformar rapidamente em um quadro grave. Saiba o que fazer ao ter sintomas de Covid-19

26 jan 2022 08h02
| atualizado às 09h44
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Sintomas de Covid-19 necessitam de avaliação médica
Sintomas de Covid-19 necessitam de avaliação médica
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Ir dormir com pigarro e a sensação de que a garganta está arranhada e, ao acordar no dia seguinte, se deparar com sintomas de Covid-19 como dor no corpo, febre, fadiga, coriza e outros. Infelizmente, milhões de brasileiros já devem ter passado por algo semelhante. Afinal, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, mais de 24 milhões de pessoas já contraíram a doença no Brasil, desde o início da pandemia.

Primeiros passos ao identificar os sintomas de Covid-19

É claro que, ao perceber a manifestação dos primeiros sintomas de Covid-19, a primeira coisa a se fazer é manter-se isolado de outras pessoas e procurar um teste que lhe diga se realmente houve uma infecção por coronavírus. Mas, outra medida tão ou mais importante, como procurar auxílio médico imediato, não pode ficar em segundo plano.

A recomendação é para que, mesmo as pessoas vacinadas e que apresentam leves sintomas de Covid-19, procurem rapidamente por uma avaliação médica. E não necessariamente precisa ser presencial. Na maioria dos casos, uma simples consulta por telemedicina já pode evitar complicações e acelerar a recuperação do paciente.

Sintomas, aparentemente leves, podem esconder quadros mais graves

"A vacina de Covid teve um resultado além das expectativas nos obesos e em outros grupos de risco. Consideramos muito boa a eficácia para que não tivessem complicações da doença. Mas, isso não significa que eles não devam ser acompanhados por um médico desde o aparecimento dos sintomas, mesmo que pareçam leves. Às vezes, a progressão da doença é imperceptível. A pessoa não tem falta de ar, mas pode estar com a oxigenação baixa", revela o Dr. Cid Pitombo, médico especialista em tratamentos de obesidade.

Tomar remédios por conta própria é um erro

Para ele, a orientação médica também é fundamental para evitar possíveis casos de automedicação. É natural que as pessoas com sintomas de Covid-19, como dor de garganta e tosse, busquem maneiras de aliviar os incômodos causados pela doença. Mas, ingerir medicamentos - como antibióticos, por exemplo - sem prescrição profissional pode ser um erro grave.

"Os médicos somente receitam antibióticos para pessoas que estão com febre alta de 39° e persistente, que não diminui mesmo com o uso de antitérmicos. Nesses casos, mesmo que não haja pus na parte visível da garganta, é recomendável entrar com uma medicação para combater possíveis infecções secundárias ao vírus, por bactérias. Porque isso pode ocorrer após o acúmulo de secreção na garganta e as bactérias podem se desenvolver também", revela o médico.

No entanto, é necessário ter cautela. Muitas vezes a febre alta e outros sintomas da Covid-19 aparecem por um ou dois dias e depois diminuem drasticamente, até sumirem de vez. Cada organismo reage de maneira diferente à infecção provocada pelo coronavírus. Por isso, apenas um médico saberá avaliar o caso corretamente e indicar o melhor tratamento possível.

"A gente sabe que o doente tem dificuldade de se levantar para buscar atendimento, quer ficar na cama. Por isso, a telemedicina tem sido tão boa. Pode até demorar um pouco mais, mas o atendimento vai chegar. Não pode é se cuidar sozinho, achando que porque vacinou não vai ter nada", alerta o especialista.

Importância da vacina

No entanto, de acordo com ele, completar o esquema vacinal com a dose de reforço é a maneira mais eficiente de evitar qualquer tipo de complicação com os sintomas da Covid-19.

"Muitas pessoas que podiam ter ido tomar a terceira dose, por exemplo, não foram e acabaram contraindo Covid-19 nas festividades de fim de ano. E os relatos são de que tiveram sintomas mais fortes do que os vacinados com mais doses. Ou seja, foram sintomas que poderiam ser evitados, como a forte inflamação na garganta e dores pelo corpo. A vacina é o que está evitando os óbitos nesse momento", finaliza o Dr. Pitombo.

Saúde em Dia
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