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Submarino de expedição ao Titanic: médico explica chances de sobrevivência conforme oxigênio diminui

O médico Ken Ledez, especialista em medicina hiperbárica de uma universidade canadense, explica que diferenças no metabolismo podem aumentar ou diminuir as chances de sobrevivência.

21 jun 2023 - 23h25
(atualizado às 23h58)
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Foto antiga do submarino Titan, próximo a plataforma de onde foi liberado
Foto antiga do submarino Titan, próximo a plataforma de onde foi liberado
Foto: OceanGate Expeditions/PA Wire / BBC News Brasil

A cada hora que passa desde domingo (18), quando o submarino Titan desapareceu no Atlântico, aumenta a tensão sobre a situação das cinco pessoas que estão a bordo.

A embarcação partiu com suprimento de oxigênio para cerca de 96 horas, e esse limite está cada vez mais próximo. John Mauger, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (21), por volta de meio-dia no horário de Brasília, que o submarino teria cerca de 20 horas de oxigênio restantes.

Ou seja, haveria suprimento até aproximadamente 8h da manhã de quinta-feira.

Em entrevista à BBC News, o médico Ken Ledez, especialista em medicina hiperbárica de uma universidade em St John's, Newfoundland, no Canadá — ponto de onde o Titan saiu para visitar destroços do Titanic no fundo do mar —, afirmou que a sobrevivência após o oxigênio eventualmente acabar dependeria do metabolismo de cada pessoa.

Ele acrescenta que, nessas circunstâncias, alguns poderiam sobreviver por mais tempo do que outros.

"Não é como [de repente] apagar a luz pelo interruptor. É mais como escalar uma montanha", diz Ledez.

"Eles vão precisar fazer tudo o que puderem para reduzir o consumo de oxigênio: descansar, tentar ficar o mais relaxados e calmos possível."

O interior do submarino retratado em uma missão anterior
O interior do submarino retratado em uma missão anterior
Foto: PA Media / BBC News Brasil

Caso fiquem muito ativas, pessoas nessa situação extrema podem acabar acelerando o metabolismo e aumentando a necessidade de oxigênio e a liberação de gás carbônico.

O médico explica ainda que a hipotermia (a baixa temperatura corporal) pode ajudar.

"Existe a possibilidade de que eles percam temperatura a ponto de perder a consciência e possam sobreviver a isso... O batimento cardíaco pode ficar muito lento quando está frio."

"Eles poderiam continuar [vivos] uma semana depois do limite? Duvido. Mas alguns podem sobreviver mais do que outros."

Embora a situação esteja cada vez mais crítica, conforme vem alertando a Guarda Costeira americana, alguns têm apontado que a contagem de horas de suprimento de oxigênio disponível não é tão rígida.

Foto do Titan com medidas: Comprimento (6,7m); Capacidade (5 pessoas); Profundidade (4.000m)
Foto do Titan com medidas: Comprimento (6,7m); Capacidade (5 pessoas); Profundidade (4.000m)
Foto: BBC News Brasil

Bobbie Scholley, que já foi mergulhador da Marinha americana, afirmou à BBC que ainda há esperança, mesmo depois de quinta-feira de manhã.

"Todo mundo está focado na janela de 96 horas do suprimento, mas esse não é um número rígido. Eu sei que as equipes de busca não estão focadas neste número rígido", disse Scholley.

"Esta continuará a ser uma missão de resgate mesmo depois desse número. Isso me dá esperança."

O empresário Oisin Fanning, que já viajou no Titan e conhece algumas pessoas que estão a bordo do submarino desaparecido, disse acreditar que a tripulação vai fazer de tudo para maximizar o oxigênio e lembrou que as pessoas envolvidas passaram por treinamentos antes de participar da expedição.

"Eles farão de tudo para se manterem calmos, respirarem superficialmente e preservarem o oxigênio pelo maior tempo possível", afirmou Fanning.

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