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São Paulo intensifica vacinação contra sarampo e febre amarela

Ação é reforçada em locais de grande circulação, como estações de metrô, aeroporto e shoppings

12 jan 2026 - 15h13
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O Ministério da Saúde e a Prefeitura de São Paulo iniciaram nesta segunda-feira, 12, uma ação para reforçar a vacinação contra o sarampo e a febre amarela. A estratégia ocorre em pontos de grande circulação da capital, como estações de metrô, aeroporto e shoppings. A iniciativa acontece até o dia 24 de janeiro.

A medida foi anunciada após a confirmação de dois casos importados de sarampo registrados em abril e dezembro do ano passado no Estado de São Paulo. A pasta explica que, no caso da febre amarela, o foco é atualizar a caderneta de vacinação da população.

Segundo o Ministério da Saúde, a ação tem como principal objetivo bloquear a reintrodução do sarampo no Brasil. Desde 2024, o País é considerado livre da circulação endêmica do vírus pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Entre esta segunda-feira e sexta-feira, 16, a mobilização ocorre em pontos de grande circulação, e é destinada à população que ainda não recebeu nenhuma dose da vacina.

Já na próxima semana, entre 19 e 23 de janeiro, a ação será direcionada a profissionais do turismo, considerados mais suscetíveis à doença, como trabalhadores do setor hoteleiro, taxistas e agentes da segurança pública.

No dia 24 de janeiro, está marcado o Dia D de vacinação, com foco no público em geral.

A vacina contra o sarampo é destinada a adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto. Esse imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose é aplicada aos 12 meses, com a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola). A segunda é administrada aos 15 meses, com a tetra viral, que também protege contra a varicela.

Pessoas entre 5 e 29 anos devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Trabalhadores da saúde também devem tomar duas doses da tríplice viral, independentemente da idade, conforme a situação vacinal. Já adultos de 30 a 59 anos recebem uma dose.

Já o reforço contra a febre amarela é oferecido especialmente a crianças de 9 a 14 anos, além de pessoas que vivem ou circulam em áreas com registro de transmissão da doença.

A vacinação contra a febre amarela é indicada em dose única para crianças aos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos deve tomar uma dose de reforço. Pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas devem receber uma dose única.

"A campanha começa pela capital, que concentra alta demanda. Com a proximidade do Carnaval, vamos intensificar e expandir as ações para outros municípios, ampliando a proteção da população", afirma Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Para se vacinar, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um dos pontos de vacinação instalados em locais de grande circulação. A lista de datas e locais está disponível no site do governo municipal.

Principais sintomas

Sarampo

  • Manchas vermelhas pelo corpo (exantema)
  • Febre alta (acima de 38,5 °C)
  • Tosse seca
  • Conjuntivite
  • Coriza ou nariz entupido

Febre amarela

  • Febre de início súbito
  • Calafrios
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores musculares e no corpo
  • Náuseas e vômitos
  • Fadiga e fraqueza

O portal "Vacina 100 Dúvidas", do governo estadual, reúne perguntas frequentes sobre imunização e esclarece temas como efeitos colaterais, eficácia das vacinas e riscos de não se vacinar.

Casos e cobertura vacinal

No ano passado, o Estado de São Paulo registrou, até dezembro, 1,4 mil notificações de sarampo, sendo 359 na capital, e dois casos importados confirmados. Em relação à febre amarela, em 2025 foram confirmados 57 casos no Estado, com 34 óbitos.

De acordo com o Ministério da Saúde, no último ano, mais de 24 milhões de doses contra o sarampo foram enviadas aos estados e ocorreram mais de 8 milhões de aplicações. Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos importados da doença, a maioria associada a viagens internacionais ou a áreas de baixa cobertura vacinal.

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o País confirmou 123 casos humanos de febre amarela.

Estadão
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