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Saiba que cuidados tomar após a queimadura de água-viva

14 fev 2012 - 07h08
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No verão, a alegria das crianças e dos adolescentes na praia pode ser interrompida com o ataque das águas-vivas, comuns na superfície do mar durante as tempestades e ressacas nesta época do ano. Dolorosas, as lesões acontecem porque o líquido urticante do animal, ao entrar em contato com a pele, provoca queimadura que em casos mais graves podem ser até de segundo grau. Para evitar complicações, no entanto, cuidados simples podem ser tomados logo que o acidente acontecer.

Acidentes com água-viva são mais comuns no verão quando elas permanecem na superfície por causa de ressacas e tempestades no mar
Acidentes com água-viva são mais comuns no verão quando elas permanecem na superfície por causa de ressacas e tempestades no mar
Foto: Shutterstock / Terra


A primeira solução para abrandar o problema causado pelas bexigas de secreção venenosa, chamadas de nematocistos, está na limpeza da região. "Lave abundantemente o local com água doce", ensina o Dr. David Szpilman, médico especializado em terapia intensiva com foco em afogamentos. Além disso, até que a pele passe pelo processo de limpeza evite coçá-la.



Vinagre aliado à água também ajuda a aliviar a queimadura, já que tem o poder de desativar os nematocistos e neutralizar a secreção. "Sem esfregar, coloque vinagre por cerca de cinco a dez minutos e alterne com a água de duas a três vezes." Apesar disso, ele não tem ação sobre a dor que pode durar até 24 horas. Para acalmar a pele serão necessários outros cuidados. As conhecidas compressas geladas e um analgésico do tipo Paracetamol aplicados no local ajudam a reduzir a dolorosa sensação.



Mesmo sem vida, os tentáculos das águas-vivas podem grudar na pele e provocar graves lesões até mesmo para quem está prestando socorro. Assim, na remoção dos tentáculos grudados, nunca use as mãos desprotegidas. A vítima ainda precisará ter o corpo todo coberto com óleo natural, um procedimento feito pelo atendimento especializado.



E atenção: cuidado com as receitas caseiras. Por muito tempo, a crendice popular acreditou que despejar soro de mamão papaia ou urina no local atingido pela água-viva pudesse diminui a dor da queimadura, o que não passam de mitos sem nenhum tipo de comprovação científica.



Reações alérgicas

Tomadas as medidas caseiras e emergenciais, é hora de procurar o atendimento médico especializado para evitar futuras complicações. As consequências podem ser desde uma inflamação local até queimaduras de segundo grau.



Além de ardência, bolhas e cicatrizes também podem aparecer após o ataque. Nestes casos, são recomendados tratamentos locais com pomadas anti-inflamatórias e antialérgicas. Contudo, o passeio na praia fica comprometido, alerta o Dr. Fernando Freitas, médico especialista em dermatologia infantil. "Não se deve tomar sol enquanto as áreas afetadas estiverem em processo de cicatrização."



Agência Hélice,
Especial para o Terra
Fonte: Terra
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