Saiba que cuidados tomar após a queimadura de água-viva
No verão, a alegria das crianças e dos adolescentes na praia pode ser interrompida com o ataque das águas-vivas, comuns na superfície do mar durante as tempestades e ressacas nesta época do ano. Dolorosas, as lesões acontecem porque o líquido urticante do animal, ao entrar em contato com a pele, provoca queimadura que em casos mais graves podem ser até de segundo grau. Para evitar complicações, no entanto, cuidados simples podem ser tomados logo que o acidente acontecer.
A primeira solução para abrandar o problema causado pelas bexigas de secreção venenosa, chamadas de nematocistos, está na limpeza da região. "Lave abundantemente o local com água doce", ensina o Dr. David Szpilman, médico especializado em terapia intensiva com foco em afogamentos. Além disso, até que a pele passe pelo processo de limpeza evite coçá-la.
Vinagre aliado à água também ajuda a aliviar a queimadura, já que tem o poder de desativar os nematocistos e neutralizar a secreção. "Sem esfregar, coloque vinagre por cerca de cinco a dez minutos e alterne com a água de duas a três vezes." Apesar disso, ele não tem ação sobre a dor que pode durar até 24 horas. Para acalmar a pele serão necessários outros cuidados. As conhecidas compressas geladas e um analgésico do tipo Paracetamol aplicados no local ajudam a reduzir a dolorosa sensação.
Mesmo sem vida, os tentáculos das águas-vivas podem grudar na pele e provocar graves lesões até mesmo para quem está prestando socorro. Assim, na remoção dos tentáculos grudados, nunca use as mãos desprotegidas. A vítima ainda precisará ter o corpo todo coberto com óleo natural, um procedimento feito pelo atendimento especializado.
E atenção: cuidado com as receitas caseiras. Por muito tempo, a crendice popular acreditou que despejar soro de mamão papaia ou urina no local atingido pela água-viva pudesse diminui a dor da queimadura, o que não passam de mitos sem nenhum tipo de comprovação científica.
Reações alérgicas
Tomadas as medidas caseiras e emergenciais, é hora de procurar o atendimento médico especializado para evitar futuras complicações. As consequências podem ser desde uma inflamação local até queimaduras de segundo grau.
Além de ardência, bolhas e cicatrizes também podem aparecer após o ataque. Nestes casos, são recomendados tratamentos locais com pomadas anti-inflamatórias e antialérgicas. Contudo, o passeio na praia fica comprometido, alerta o Dr. Fernando Freitas, médico especialista em dermatologia infantil. "Não se deve tomar sol enquanto as áreas afetadas estiverem em processo de cicatrização."
Agência Hélice,
Especial para o Terra