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Saiba quais são os riscos e benefícios no consumo de remédios manipulados

7 mai 2009 - 18h25
(atualizado em 7/5/2009 às 14h07)
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A procura por medicamentos manipulados nas farmácias magistrais - denominação correta das conhecidas farmmácias de manipulação - aumenta a cada dia. Seja por economia ou praticidade, as pessoas buscam cada vez mais os estabelecimentos, que se espalham pelo Brasil em uma velocidade impressionante.

Procura por remédios manipulados aumenta a cada dia
Procura por remédios manipulados aumenta a cada dia
Foto: Anfarmag / Divulgação

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) revelam que na última década o número de farmácias magistrais passou de 2.100, em 1998, para atuais 7.850.

De acordo com levantamento feito pela Anfarmag junto aos seus associados, aproximadamente 100 mil médicos e dentistas prescrevem pelo menos uma vez por ano uma fórmula para ser manipulada numa farmácia magistral. As 7,8 mil farmácias registradas nos Conselhos Regionais de Farmácia atendem pelo menos 60 milhões de pessoas por ano.

"O aumento das Farmácias Magistrais no Brasil se deu a partir de um momento que a classe farmacêutica passou a ficar mais preparada para exercer seu papel de agente da saúde frente à população", explica Gerson Antônio Pianetti, presidente da Comissão da Farmacopéia Brasileira, órgão que estabelece os requisitos mínimos de qualidade para fármacos.

Segundo Pianetti, o principal benefício de um produto manipulado em farmácia - além do preço, que, geralmente, é mais acessível - é o acesso que o paciente pode ter ao seu próprio problema de saúde.

"No setor magistral não há espaço para a automedicação e esse é talvez o maior benefício para o paciente, bem diferente de um balcão de uma farmácia comercial, que tem em seus balconistas 'prescritores irresponsáveis' que não estão preparados e estão indicando medicamentos como se esses fossem um bem comum a ser utilizado sem acompanhamento", diz.

No entanto, é preciso também estar atento aos riscos do consumo deste tipo de remédio. O maior deles, segundo Pianetti, é o erro de pesagem em locais que não possuem rastreabilidade de suas ações. "É muito raro que isso aconteça, mas existe a possibilidade".

O especialista dá dicas para evitar problemas na aquisição de medicamento. "O paciente deve sempre buscar farmácias de sua confiança e deve questionar ao máximo o farmacêutico, pois é seu dever lhe tirar todas as dúvidas a respeito. Outra maneira de se cuidar é acompanhar a eficácia do medicamento e nunca ter receio de voltar à farmácia quando sentir que o medicamento não lhe está fazendo bem".

Controle

Hugo Guedes de Souza, presidente da Anfarmag, afirma que o cuidado com o usuário do medicamento, o atendimento à prescrição médica individualizada e a obediência às rígidas regras sanitárias do país vêm transformando o perfil dos quase oito mil estabelecimentos.

"Uma etapa importante deste trabalho acaba de ser concluída: a entrega de certificados de participação no primeiro ciclo do Sistema Nacional de Aperfeiçoamento e Monitoramento Magistral feito pela associação do setor para 1.300 farmácias. O objeitvo é treinar os farmacêuticos em alta capacitação técnica para controle de qualidade e inspeção", afirma.

Com a intensificação da fiscalização e do controle dos estabelecimentos, Pianetti acredita que, atualmente, há muito mais benefícios do que riscos ao se comprar medicamentos magistrais.

"A manipulação ao final não é um produto e sim um processo e esse sendo realizado de acordo com as normas de boas práticas de manipulação e tendo em mãos uma matéria prima de qualidade - o que obriga ao proprietário do estabelecimento qualificar seus fornecedores - não há motivos para temer este tipo de medicamento.

Fonte: Especial para Terra
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