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Saiba a importância da espirometria para os pulmões

Espirometria: exame que mede sua respiração, detecta doenças pulmonares e orienta tratamentos, melhorando sua qualidade de vida

2 fev 2026 - 12h31
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A espirometria aparece com frequência em consultas de rotina e em exames ocupacionais. Mesmo assim, muitas pessoas ainda não entendem para que ela serve. O exame ajuda médicos a avaliar como o ar entra e sai dos pulmões. Dessa forma, ele se torna uma ferramenta central no diagnóstico de diversas doenças respiratórias.

Esse teste respiratório se destaca por ser simples e bem estruturado. O procedimento mede o volume de ar que a pessoa inspira e expira. Além disso, verifica a velocidade com que o ar se movimenta nas vias aéreas. Esses dados orientam decisões sobre tratamento e acompanhamento clínico.

O que é espirometria e como o exame funciona?

A espirometria é um exame que analisa a função pulmonar. O teste usa um equipamento chamado espirômetro. O paciente respira por um bocal conectado ao aparelho. Em seguida, o dispositivo registra os fluxos e volumes de ar.

Profissionais treinados orientam cada etapa. Primeiro, pedem respirações calmas. Depois, solicitam inspirações profundas. Em seguida, indicam uma expiração rápida e forte. Esse padrão permite avaliar diferentes capacidades pulmonares.

Os resultados aparecem em gráficos e números. Esses dados mostram se os pulmões trabalham dentro do esperado para a faixa etária. Além disso, consideram altura, sexo e peso. O especialista compara os valores medidos com tabelas de referência.

espirometria – depositphotos.com / imagepointfr
espirometria – depositphotos.com / imagepointfr
Foto: Giro 10

Para que serve a espirometria e por que ela é tão importante?

A espirometria oferece informações essenciais sobre a saúde respiratória. O exame auxilia no diagnóstico precoce de doenças. Com isso, médicos ajustam o tratamento de forma mais precisa. A ferramenta também permite acompanhar a evolução de cada quadro clínico.

Entre as principais utilidades da espirometria, destacam-se:

  • Diagnóstico de asma: o exame identifica obstrução reversível das vias aéreas.
  • Avaliação de DPOC: mede a gravidade da doença pulmonar obstrutiva crônica.
  • Monitoramento de bronquite crônica e enfisema: acompanha a resposta ao tratamento.
  • Avaliação pré-operatória: verifica se o pulmão suporta determinados procedimentos cirúrgicos.
  • Exames ocupacionais: analisa o impacto de poeiras, fumaças e agentes químicos.

Além disso, o teste orienta a prescrição de medicamentos inalatórios. Ele também ajuda na definição de programas de reabilitação pulmonar. Assim, a espirometria se torna uma aliada constante no manejo de doenças respiratórias crônicas.

Como se preparar para a espirometria e o que esperar do exame?

A preparação costuma ser simples. O profissional geralmente orienta a evitar cigarro por algumas horas antes do exame. Indica também que a pessoa não faça refeições muito pesadas. Em muitos casos, recomenda pausar broncodilatadores por um período definido. Essas orientações variam conforme o quadro clínico.

O exame segue um roteiro claro. Em geral, o processo ocorre assim:

  1. O paciente recebe instruções detalhadas sobre cada etapa.
  2. Em seguida, coloca um clipe no nariz para evitar fuga de ar.
  3. Depois, respira pelo bocal do espirômetro, bem vedado com os lábios.
  4. Realiza inspirações profundas, seguidas de expirações rápidas e fortes.
  5. Repete as manobras até alcançar resultados consistentes.

Em alguns casos, o médico solicita a espirometria com broncodilatador. Nessa modalidade, o exame ocorre em duas fases. Primeiro, registra a função pulmonar basal. Depois, o paciente inala um medicamento. Por fim, repete o teste para observar possíveis melhorias.

A espirometria dói? Quem deve realizar o exame?

A espirometria não causa dor. O exame pode gerar cansaço momentâneo, por exigir sopros fortes. Porém, o procedimento costuma durar poucos minutos. Profissionais interrompem o teste se notam qualquer desconforto relevante. Essa conduta preserva a segurança do paciente.

O exame se indica em diferentes situações. Entre os grupos que mais se beneficiam, estão:

  • Pessoas com tosse persistente ou falta de ar recorrente.
  • Pacientes com diagnóstico de asma ou suspeita da doença.
  • Indivíduos com DPOC, bronquite crônica ou enfisema.
  • Trabalhadores expostos a poeiras, fumos metálicos ou gases irritantes.
  • Pessoas que vão passar por cirurgias de maior porte.

A espirometria também auxilia no controle do tabagismo. O exame mostra, de forma objetiva, o impacto do cigarro na função pulmonar. Assim, o resultado serve como ponto de partida para estratégias de cessação do fumo.

espirometria – depositphotos.com / Koldunova_Anna
espirometria – depositphotos.com / Koldunova_Anna
Foto: Giro 10

Quais são os principais tipos de resultados da espirometria?

Os laudos de espirometria costumam descrever três padrões principais. O primeiro é o padrão normal. Nesse caso, os fluxos e volumes pulmonares se mantêm dentro dos limites previstos. O segundo é o padrão obstrutivo, comum em asma e DPOC. O terceiro é o padrão restritivo, que aparece em algumas doenças pulmonares intersticiais.

Entre os parâmetros mais citados, destacam-se:

  • CVF (Capacidade Vital Forçada): volume máximo de ar expirado após inspiração profunda.
  • VEF1: volume expirado no primeiro segundo, indicador importante de obstrução.
  • Relação VEF1/CVF: ajuda a diferenciar padrões obstrutivos e restritivos.

Esses números não devem ser interpretados de forma isolada. O médico analisa o contexto clínico, os sintomas e o histórico do paciente. A espirometria oferece dados objetivos. Contudo, a decisão sobre diagnóstico e tratamento depende sempre da avaliação completa do quadro respiratório.

Giro 10
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